Alergia à proteína do leite de vaca (APLV)

A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) afeta, principalmente, crianças e, geralmente, evolui para cura espontânea até os cinco anos de idade.

Normalmente a alergia à proteína do leite de vaca desenvolve-se para a cura espontânea
Normalmente a alergia à proteína do leite de vaca desenvolve-se para a cura espontânea
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A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é um tipo de alergia alimentar muito comum na infância, atingindo 1 em cada 20 crianças lactentes. Estima-se que 50% das crianças afetadas pelo problema curem-se de maneira espontânea no primeiro ano de vida e cerca de 80% a 90% até os cinco anos de idade. Apenas 15% das crianças que possuem APLV permanecem com o problema até a vida adulta.

O que é a alergia à proteína do leite de vaca?

A APLV é uma alergia desencadeada por anticorpos, que identificam a proteína do leite como um corpo invasor, causando uma série de reações desagradáveis. Ela é a alergia alimentar mais frequente em crianças com menos de três anos de idade e ocorre contra uma ou mais proteínas presentes no leite de vaca, sendo a β-lactoglobulina, a α-lactoalbumina e a caseína as mais comuns.

O diagnóstico da APLV é feito pela análise dos sintomas e também do histórico familiar do paciente. São realizadas também provas de tolerância, dietas de eliminação e testes cutâneos.

Sinais e sintomas da alergia à proteína do leite de vaca

A APLV geralmente ocorre quando há a interrupção do aleitamento materno exclusivo e a introdução de produtos derivados do leite de vaca. Entretanto, os sinais e sintomas podem surgir desde o nascimento, em virtude da sensibilização transplacentária, e também durante o aleitamento exclusivo, em razão de reações aos alimentos ingeridos pela mãe.

As reações podem ocorrer até duas horas após a ingestão ou após horas ou dias do consumo. Entre as reações imediatas, podemos citar a urticária, vômitos, edema de laringe, rinite e anafilaxia (uma reação alérgica potencialmente fatal). Entre as reações tardias, podemos citar diarreia crônica, eliminação de fezes com sangue, refluxo, prisão de ventre e inflamação na pele. Vale destacar que a alergia à proteína do leite afeta o estado nutricional do paciente, comprometendo o crescimento e levando à desnutrição e deficiência de ferro.

Normalmente os sinais e sintomas da APLV são leves e moderados em crianças que se alimentam apenas de leite materno. Isso acontece porque a concentração da proteína do leite de vaca no leite humano é cerca de 100.000 vezes inferior à concentração no leite de vaca.

Tratamento para pessoas com alergia à proteína do leite

O tratamento da APLV baseia-se em uma dieta rigorosa que exclua qualquer alimento que contenha a proteína do leite. No caso de mães que ainda amamentam, é recomendada a restrição do consumo de leite de vaca e derivados se houver comprovação de que as reações alérgicas do bebê apresentam relação com a alimentação materna. Também é necessário ter cuidado com a inalação e contato de alguns produtos com a pele, uma vez que existem casos extremos em que o corpo do paciente reage com o cheiro forte do leite ou ainda por causa do contato com cosméticos que possuam a proteína.

Como o tratamento é feito por meio de uma dieta bastante restritiva, alguns pesquisadores enfatizam a necessidade de uso de complementos, haja vista que o leite apresenta uma série de componentes importantes para o corpo e sua retirada por completo e por longos períodos pode, por exemplo, causar desnutrição energético-proteica.

ATENÇÃO: A alergia à proteína do leite de vaca não tem natureza quantitativa, ou seja, pequenas doses também desencadeiam problemas graves. Por isso, para evitar qualquer reação, devem ser excluídos da dieta alimentos com a proteína, independentemente da quantidade.


Por Vanessa Sardinha dos Santos
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