Anfíbios (Classe Amphibia)

<i>Physalaemus cuvieri</i>: espécie de rã da Ordem Anura.
Physalaemus cuvieri: espécie de rã da Ordem Anura.
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Reino:  Animalia
Filo: Chordata
Classe: Amphibia

 

Os anfíbios (em grego, amphi=dois; e bios=vida) receberam esse nome em razão de muitos de seus representantes viverem, durante uma fase de suas vidas, em ambiente aquático. Os ovos desses animais não possuem estruturas que impeçam sua dessecação, e, dessa forma, machos e fêmeas adultos costumam desovar na água, por meio de fecundação externa. Dos ovos, desenvolvem-se larvas aquáticas, denominadas girinos. Providos de brânquias externas, alimentando-se de algas e excretando amônia, tais animais permanecem nesse ambiente até que, por meio de metamorfose, adquiram características próprias das formas terrestres, como pulmões e patas - em alguns casos, o desaparecimento da cauda também está incluso.

Esses animais possuem pele delgada, rica em glândulas mucosas e bastante irrigada. Por tal motivo, tais indivíduos conseguem realizar trocas gasosas também por este meio (a chamada respiração cutânea) e geralmente são encontrados em ambientes úmidos ou próximos a eles. Ainda sobre a pele desses animais, muitos secretam substâncias tóxicas e/ou possuem glândulas de veneno, funcionando como estratégia de defesa contra predadores.

São carnívoros que se alimentam de invertebrados e pequenos vertebrados, como camundongos. Alguns anfíbios possuem língua retrátil, longa e viscosa, auxiliando na captura de suas presas. O sistema digestório se encerra na cloaca.

Possuem coração com dois átrios e um ventrículo, havendo mistura entre sangue venoso e arterial (circulação incompleta). Os animais terrestres excretam ureia.

A grande maioria é ovípara, podendo a fecundação ser externa ou interna, de acordo com a espécie.

Os anfíbios são divididos em três classes:

Ordem Urodela: tem como representantes os tritões e as salamandras: anfíbios de corpo alongado, dotados de dois pares de patas e cauda; e que vivem em ambiente aquático ou terrestre. No Brasil, existe apenas uma espécie desse grupo: a Bolitoglossa paraensis.

Ordem Gymnophiona: representada pelas cobras-cegas: anfíbios de corpo alongado e cilíndrico, cauda curta e desprovidos de patas. Vivem em ambientes aquáticos ou enterrados no solo.

Ordem Anura: compreende os sapos, rãs e pererecas: anfíbios desprovidos de cauda, quando adultos. A maioria é terrestre, mas muitas espécies vivem sobre árvores. De forma geral, os sapos possuem pele mais rugosa; rãs têm pele lisa e pernas alongadas, justificando o porquê de serem exímias saltadoras; e as pererecas têm tamanho menor, pele lisa e presença de discos adesivos na ponta de seus dedos, que permitem, por exemplo, que sejam encontradas em árvores - e até na parede de alguns banheiros. Quanto à reprodução, vale ressaltar que muitas espécies desenvolvem rituais de corte, sendo a vocalização do macho (seu canto), um dos principais fatores de atração à fêmea.


Por Mariana Araguaia
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