Caramujo-gigante-africano

O caramujo-gigante-africano, além de ser responsável por danos ambientais, é capaz de transmitir doenças.

O caramujo-gigante-africano é encontrado em praticamente todo o território brasileiro
O caramujo-gigante-africano é encontrado em praticamente todo o território brasileiro
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O caramujo-gigante-africano (Achatina fulica), ou, simplesmente, caramujo-africano, é uma espécie que foi introduzida no Brasil na década de 1980 como uma forma de substituição do famoso escargot. A espécie, originária da África, não foi bem-aceita, e vários produtores simplesmente deixaram esses animais soltos na natureza. Os caramujos reproduziram-se em grande quantidade e hoje são encontrados em praticamente todos os estados brasileiros, sendo comuns, principalmente, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Características do caramujo-gigante-africano

Com peso aproximado de 200g, o caramujo-gigante-africano possui uma concha cônica características que pode atingir até 15 cm e que apresenta um padrão manchado nos tons marrom-claro e escuro. É um molusco terrestre que possui hábito semiarborícola (arbícola = ser que vive nas árvores) e, portanto, é comum encontrá-los em árvores, muros e paredes.

A espécie atinge sua maturidade sexual relativamente cedo, com cerca de quatro a cinco meses de idade. O caramujo-gigante-africano pode fazer até quatro posturas por ano. Cada uma das posturas apresenta até 400 ovos, o que explica a grande quantidade de indivíduos em nosso país.

Riscos à saúde pública e ao meio ambiente

O caramujo-gigante-africano tornou-se uma grande preocupação para a saúde pública, uma vez que é capaz de hospedar dois importantes nematódeos: Angiostrongylus costaricensis e A. cantonensis. Essa última espécie está relacionada com a meningite eosinofílica humana, e a A. costaricensis causa a angiostrongilíase abdominal ou intestinal, que pode causar morte em decorrência de perfurações intestinais.

Além de causar doenças, esses moluscos são grandes pragas que afetam diretamente o meio ambiente. Na região onde estão, eles acabam competindo com a fauna nativa, diminuindo a quantidade de alimento disponível para outras espécies. Esse problema é extremamente grave, pois pode contribuir para a diminuição de indivíduos de algumas espécies ou causar, até mesmo, a extinção delas.

Catação do caramujo-gigante-africano

Para realizar o controle desses animais em nossas casas, algumas medidas individuais podem ser realizadas, como a limpeza do quintal. Uma das técnicas mais utilizadas é a catação manual. Veja a seguir como proceder:

  • Realize a captura do animal sempre utilizando luvas;

  • Coloque-os em uma vala;

  • Esmague os animais a fim de quebrar suas conchas;

  • Cubra-os com terra até o nível do solo.

Vale frisar que não é recomendado o uso de sal para matar os caramujos, pois isso pode desencadear a salinização do solo.

CURIOSIDADE: Apesar de o nome “caramujo-gigante-africano” ser amplamente difundido, esse animal deveria receber a denominação de caracol. O termo caramujo é usado para moluscos com hábitos de vida aquáticos, o que não se aplica ao caramujo-gigante-africano.


Por Vanessa Sardinha dos Santos
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