Doação de órgãos e tecidos em vida

A doação de órgãos e tecidos em vida é sim uma ação possível. Quando feita entre parentes de até quarto grau, não é necessária autorização judicial.

A doação de rins em vida é possível, pois apenas um órgão é capaz de manter o corpo saudável
A doação de rins em vida é possível, pois apenas um órgão é capaz de manter o corpo saudável
Por Vanessa Sardinha dos Santos
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A doação de órgãos, como o próprio nome indica, consiste na doação de algumas estruturas do corpo a uma pessoa que sofre de algum problema de saúde grave. É uma atitude bastante nobre e que ajuda a salvar várias pessoas que não teriam chance de sobrevivência sem que um novo órgão fosse transplantado.

Quando pensamos em doação de órgãos, normalmente associamos a prática à retirada de órgãos de pessoas que já faleceram. Entretanto, é possível, em alguns casos, a doação em vida de determinadas estruturas, tais como os rins, o fígado, o pulmão e a medula óssea. Isso se torna possível porque, no caso dos rins, por exemplo, uma pessoa pode viver normalmente com apenas um desses órgãos. Já no caso do fígado e do pulmão a doação é possível porque somente uma parte do órgão é retirada.

Para uma pessoa ser doadora, ela deve apresentar-se, inicialmente, em boas condições de saúde. Para confirmar o estado do doador, diversos exames são realizados, além da análise das doenças anteriores e dos riscos da doação. Além disso, para ser um doador, é fundamental que exista compatibilidade sanguínea com o receptor.

Atualmente existem poucos riscos para um doador de órgãos em vida, em virtude, principalmente, dos avanços tecnológicos e da constante capacitação dos profissionais da área da saúde. Entretanto, como qualquer cirurgia, existem riscos de complicações. Em razão desse problema, reforça-se a importância de exames rigorosos antes da realização dos procedimentos.

Para a pessoa que recebe o órgão, as chances de recuperação são bastante altas, a depender do tipo de órgão a ser transplantado e da condição de saúde atual do receptor. Assim sendo, a demora para conseguir um órgão influencia negativamente no sucesso do procedimento.

Familiares, tais como pais, irmãos, filhos, avós, tios e primos, ou o cônjuge podem realizar a doação de um órgão em vida. No caso de pessoas não aparentadas, deve ser obtida uma autorização judicial. Essa medida visa à diminuição da venda de órgãos, uma prática proibida por lei. Vale destacar que, no caso de doação de medula óssea, qualquer pessoa pode realizar a doação, sem necessidade de autorização.

A lista de pessoas que necessitam de transplantes de órgãos é imensa e, infelizmente, a lista de doadores não cresce na mesma proporção, o que acarreta um grande número de mortes. No caso dos rins, por exemplo, cerca de 24 mil pessoas esperavam por uma doação em março de 2015, um número alarmante.

Lembre-se de que a doação de órgãos não impossibilita uma vida normal e saudável, além de garantir que outra pessoa melhore sua qualidade de vida. Seja um doador de órgãos e descubra que você tem o poder de curar uma pessoa!


Por Vanessa Sardinha dos Santos
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