Sistema respiratório

O ar penetra através do nariz, passando pela faringe, laringe, traqueia, brônquios e bronquíolos até chegar aos alvéolos pulmonares
O ar penetra através do nariz, passando pela faringe, laringe, traqueia, brônquios e bronquíolos até chegar aos alvéolos pulmonares
Por Paula Louredo Moraes
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O sistema respiratório humano é composto por um par de pulmões e pelas vias respiratórias, que são uma série de canais por onde o ar passa, como as cavidades nasais, boca, faringe, laringe, traqueia, brônquios e bronquíolos.

Quando respiramos, o ar penetra em nossas narinas e vai para as cavidades nasais. Lá há células epiteliais que produzem um muco fluido e pegajoso que tem como função umedecer e aquecer as vias respiratórias, além de reter partículas sólidas e bactérias presentes no ar que respiramos, funcionando como um verdadeiro filtro. Ainda nas cavidades nasais encontramos células nervosas especializadas em perceber odores.

Depois de passar pelas cavidades nasais, o ar, que já está aquecido, umedecido e filtrado, chega até à faringe, canal comum aos sistemas respiratório e digestório, de onde é conduzido à laringe, órgão tubular protegido por peças cartilaginosas. Logo na entrada da laringe encontramos uma pequena estrutura conhecida como epiglote, que funciona como uma válvula, fechando-se quando engolimos e impedindo que a substância engolida penetre nas vias respiratórias, causando engasgamento. Ainda na laringe podemos encontrar as cordas vocais, que vibram quando há passagem do ar, produzindo o som.

A traqueia bifurca-se, formando os brônquios
A traqueia bifurca-se, formando os brônquios

Logo abaixo da laringe encontramos a traqueia, um tubo de cerca de 10 cm de comprimento por 1,5 cm de diâmetro. Com paredes reforçadas por anéis cartilaginosos (para mantê-la sempre aberta para a passagem de ar), a traqueia se divide em dois tubos chamados de brônquios, que encaminham o ar para os pulmões. Na traqueia, nos brônquios e nos bronquíolos podemos encontrar células produtoras de muco que absorvem partículas de poeira e bactérias que se encontram suspensas no ar. Todas essas impurezas são varridas através da movimentação dos cílios para a faringe, onde são engolidas, digeridas e eliminadas. Os brônquios se ramificam para o interior dos pulmões, tornando-se cada vez mais finos e formando os bronquíolos. Na extremidade de cada bronquíolo há pequenas bolsas chamadas de alvéolos pulmonares.

Os pulmões são órgãos esponjosos e o pulmão direito é ligeiramente maior do que o esquerdo
Os pulmões são órgãos esponjosos e o pulmão direito é ligeiramente maior do que o esquerdo

Ocupando quase toda a caixa torácica, os pulmões têm aproximadamente 25 cm de altura e pesam em torno de 700 g cada. Possuem uma membrana chamada de pleura, que os reveste tanto interna quanto externamente, e possuem em seu interior mais ou menos 600 milhões de alvéolos pulmonares.

Os alvéolos pulmonares são estruturas formadas por células achatadas recobertas por capilares sanguíneos. Nessas estruturas ocorre a hematose, processo onde o gás oxigênio presente nos alvéolos difunde-se para os capilares sanguíneos, penetrando nas hemácias.

Na figura acima podemos observar o processo de hematose que ocorre nos alvéolos pulmonares
Na figura acima podemos observar o processo de hematose que ocorre nos alvéolos pulmonares

O ar que se encontra dentro dos pulmões é constantemente renovado, a fim de garantir sempre gás oxigênio nos capilares sanguíneos que circundam os alvéolos pulmonares. Essa constante renovação do ar é chamada de ventilação pulmonar. Ela depende principalmente dos músculos intercostais e também do diafragma, músculo que separa a caixa torácica da cavidade abdominal. Quando os pulmões se enchem de ar, no processo chamado de inspiração, o diafragma e os músculos intercostais se contraem, sendo que o diafragma desce e as costelas sobem, a fim de aumentar o volume da caixa torácica, forçando a entrada de ar nos pulmões. Na saída de ar dos pulmões, chamada de expiração, o diafragma e os músculos intercostais se relaxam, levantando o diafragma e abaixando as costelas, reduzindo o volume da caixa torácica e forçando o ar a sair dos pulmões.

Figura ilustrando o papel do diafragma na inspiração e na expiração
Figura ilustrando o papel do diafragma na inspiração e na expiração


Por Paula Louredo Moraes
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