Israel x Palestina

As bandeiras, respectivamente, de Israel e da Palestina
As bandeiras, respectivamente, de Israel e da Palestina
Por Rodolfo F. Alves Pena
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O conflito entre Israel e Palestina, oficialmente, já dura mais de meio século e parece ainda estar longe de uma solução definitiva. A sua origem está vinculada à ocupação das potências imperialistas europeias, sobretudo o Reino Unido.

A Inglaterra, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), lutava para derrotar o Império Turco-Otomano a fim de ocupar a região que hoje corresponde ao Oriente Médio. Durante essa guerra, os britânicos prometeram territórios tantos aos árabes, que já ocupavam a região, quanto aos Judeus, que se encontravam completamente espalhados pelo mundo.

Com o incentivo dos ingleses, o povo Judeu inaugurou então um movimento chamado sionismo, que nada mais era do que a ida do povo Judeu em direção à Terra Prometida. Durante a luta entre britânicos e turco-otomanos, ocorreu então uma intensa migração de Judeus para a região.

Com a queda do Império Turco-Otomano, a região da Palestina passou a protagonizar várias disputas e conflitos entre judeus e árabes. Os ingleses, protagonistas do episódio, tentaram, em vão, realizar um acordo entre as duas frentes de disputa. Então, logo após a Segunda Guerra Mundial, resolveram entregar o caso à ONU (Organização das Nações Unidas).

Em 1947, a ONU realizou então a partilha da Palestina, com a criação do Estado de Israel. De acordo com a divisão, 57% do território (cerca de 14 mil km²) ficaria com Israel, enquanto os outros 43% (pouco mais de 11 mil km²) pertenceriam aos árabes. Além disso, a cidade de Jerusalém – sagrada para árabes, judeus e cristãos – tornou-se um território internacional administrado pela ONU.

A então recém-fundada Liga Árabe recusou a proposta, uma vez que os árabes compunham a maior parte da população (cerca de 70%) e, mesmo assim, ficariam com um território menor e mais fragmentado que o judeu. Apesar dos protestos, tal divisão se manteve e o Estado de Israel foi fundado em 1948.

Logo após a partilha realizada pela ONU, os israelenses promoveram uma ampla invasão imperialista e territorial sobre os países árabes vizinhos. Tal fato ocasionou a fuga de centenas de milhares de palestinos para diversos países do Oriente Médio. Com isso, em 1949, Israel aumentou de 57% para 75% a posse do território da Palestina e ocupou a porção oeste de Jerusalém. O que mais revoltou a comunidade árabe foi a posição da ONU, que não impôs sanções contra Israel, graças à grande influência dos Estados Unidos dentro do órgão, aliados dos israelenses.

Em 1964, os árabes fundaram a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) para lutarem pela criação do Estado da Palestina e para defenderem os seus territórios da expansão israelense. Posteriormente, em 1993, a OLP teve seu nome alterado para Autoridade Palestina (AP).

Entre os vários conflitos árabe-israelenses, um dos mais emblemáticos foi a Guerra dos Seis Dias, pois, em exatos seis dias, o Estado de Israel, que detinha apoio dos EUA, estendeu ainda mais o seu território, ocupando a Península do Sinai, no Egito, áreas da Síria e da Jordânia e completando a ocupação da cidade de Jerusalém.

Em 1979, Israel chegou a devolver a Península do Sinai para o Egito, mas continuou ocupando outras áreas que havia invadido, como as Colinas de Golã, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Essas regiões foram devolvidas à AP em 2005.

Em 1987, a região protagonizou um dos mais terríveis e sangrentos episódios desse conflito, a Intifada. Tal episódio, também chamado de “Revolta das Pedras”, aconteceu quando civis palestinos, em protesto à intervenção israelense, começaram a atirar pedras contra os soldados de Israel. No fim, centenas de crianças palestinas foram mortas, assim como alguns soldados israelenses.

Esse foi apenas mais um episódio de uma guerra marcada pelos avanços tecnológicos e bélicos de um lado (Israel) contra o amadorismo e falta de equipamentos do outro (Palestina).

O conflito entre Israel e Palestina parece estar longe de terminar, pois ambas as frentes não abrem mão da ocupação da cidade de Jerusalém, sagrada para ambas as culturas. Além disso, tanto os palestinos defendem o fim de Israel quanto os israelenses defendem a total ocupação da região da Palestina. Além disso, até hoje o Estado da Palestina não é oficialmente reconhecido. Veja no mapa abaixo a atual divisão territorial da região da Palestina.

Atualmente, Israel ainda é detentor da maior parte do território. A Palestina encontra-se amplamente fragmentada em Cisjordânia, Faixa de Gaza e Colinas de Golã
Atualmente, Israel ainda é detentor da maior parte do território. A Palestina encontra-se amplamente fragmentada em Cisjordânia, Faixa de Gaza e Colinas de Golã


Por Rodolfo F. Alves Pena
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