A história do Papai Noel

Surgido possivelmente a partir de histórias do século IV, o Papai Noel se tornou hoje um dos principais símbolos do Natal.

Caricatura do Papai Noel, feita por Thomas Nast (1840-1902), para a revista Harper's Weekly.
Caricatura do Papai Noel, feita por Thomas Nast (1840-1902), para a revista Harper's Weekly.
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As celebrações do Natal incluem uma diversidade de elementos que foram adotados ao ritual ao longo dos séculos, como as árvores, as casas com enfeites, e o Papai Noel. Possivelmente o Papai Noel seria uma representação de são Nicolau, que ganhou diversos significados com o passar do tempo, até chegar à imagem que é vendida sobre o chamado “bom velhinho” nos dias atuais.

Uma possibilidade da história do Papai Noel remonta ao século IV, na Ásia Menor, onde hoje se situa a Turquia. Na cidade de Myra havia três moças que em decorrência da miséria em que viviam decidiram mudar de vida através da venda de seu corpo.

Como a prostituição sempre foi uma profissão não vista com bons olhos, um homem teria durante três dias jogado pequenas bolsas com dinheiro na casa das citadas moças, sendo uma bolsa para cada uma delas. Com o dinheiro recebido elas passaram a ter um dote, que são os bens que uma mulher levava ao matrimônio, e dessa forma puderam encontrar companheiros para se casarem.

Não se sabe ao certo se o tal homem existiu realmente. Mas lendas dizem que ele seria Nicolau de Myra, bispo da cidade, e muito rico, que praticava a ação de distribuição de parte de seu dinheiro entre os mais necessitados. Esse bispo foi canonizado um século depois, passando a ser conhecido como são Nicolau.

As práticas de distribuição de presentes durante o Natal, proveniente de práticas pagãs de celebração do solstício do inverno, acabaram sendo assimiladas à imagem de pessoa benevolente que carregava são Nicolau.

Em diversos locais e em diferentes línguas ele ganhou apelidos. Entre os ingleses passou a ser chamado de Father Christmas, o Papai Natal. Em língua francesa era chamado de Pére Nöel, que provavelmente originou o Papai Noel, como é conhecido no Brasil.

Entre os habitantes dos Países Baixos, onde está hoje a Holanda, ele era conhecido como Sinterklass, uma possível corruptela em holandês de São Nicolau. Com a colonização da costa leste da América do Norte pelos holandeses, e a formação de Nova Amsterdã, onde foi construída Nova Iorque, o Sinterklass teria gerado o Santa Claus, nome pelo qual o Papai Noel é conhecido entre os estadunidenses.

Mas a difusão da imagem do Papai Noel como símbolo do Natal teria se dado em conjunto com a expansão da produção industrial capitalista e o aumento do consumo por parte da população dos países industrializados.

A primeira imagem do Papai Noel como um velhinho bonachão se deve ao caricaturista Thomas Nast (1840-1902), que o pintou com roupas vermelhas para a revista estadunidense Harper's Weekly, em 1863, inspirado no poema A noite antes do Natal (Twas the night before Christmas), de Clement Clarke Moore.

A difusão dessa imagem para grande parte do mundo se daria a partir da década de 1930, quando a empresa Coca-Cola utilizou o Papai Noel em uma campanha publicitária. Com o sucesso alcançado, ele nunca mais deixou de ser usado pela empresa de refrigerantes. A necessidade de consumo de uma produção industrial crescente encontrou no distribuidor de presentes um importante garoto-propaganda do modo vida do capitalismo ocidental, tornando-o em um dos principais símbolos do Natal.


Por Tales Pinto
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