Antecedentes da Segunda Guerra Mundial

Os antecedentes da Segunda Guerra Mundial, que ocorreram entre os anos de 1936 e 1939, são fundamentais para a compreensão do desenrolar desse conflito.

Selo italiano com imagens de Hitler (à esquerda) e Mussolini (à direita)
Selo italiano com imagens de Hitler (à esquerda) e Mussolini (à direita)
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Para compreender a dimensão e a importância da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) para a era contemporânea, é necessário saber quais foram seus antecedentes, isto é, ter conhecimento da tensão que algumas regiões do mundo, sobretudo a Europa e a Ásia, passaram a sofrer a partir do ano de 1938. Esses antecedentes conduziram aos primeiros conflitos em terreno europeu a partir de 1939 e em outras regiões do mundo a partir de 1941.

Inicialmente é preciso ter conhecimento da formação da aliança entre as chamadas Potências do Eixo, ou “Eixo Roma-Berlim-Tóquio”. Essa foi uma aliança entre os três principais países que expressavam o totalitarismo nacionalista com pretensões expansionistas nessa época: Alemanha, Itália e Japão. Tal aliança firmou-se após um pacto contra a União Soviética, em 1936, assinado inicialmente por Japão e Alemanha e, depois, pela Itália. Esse pacto ficou conhecido como Pacto Antikomintern. Seu objetivo era traçar zonas de influência político-militar entre as duas principais saídas estratégicas da URSS: a fronteira com a Europa Ocidental e a região da Manchúria, na Ásia, que era disputada pela URSS e Japão. Nesse mesmo ano de 1936 foi deflagrada a Guerra Civil Espanhola, em que a Alemanha nazista prestou “auxilio” às forças fascistas de Francisco Franco ao bombardear a cidade de Guernica – fato que demonstrou ao mundo o poder de fogo da Alemanha de Hitler.

No ano de 1938, houve a anexação da Áustria pela Alemanha sob a justificativa pangermanista da formação do grande império (Reich) germânico. Além da Áustria, a Alemanha também anexou a Tchecoslováquia, que, no passado, fizera parte do antigo Império Alemão e continha um grande contingente de povos germânicos. Esse fato gerou uma tensão na região, já que a Áustria não tinha mais autonomia e o governo tcheco recusava-se a perder a sua. A tensão gerada pelo expansionismo nazista exigiu dos países democráticos ocidentais, que compunham a Liga das Nações, uma postura apaziguadora. A tentativa de contornar essa situação veio com as propostas da Conferência de Berlim, na qual foi assinado um acordo que delimitava as regiões anexadas pela Alemanha e exigia que esse país consultasse a Liga das Nações antes de suas ofensivas.

No ano seguinte (1939), a Alemanha continuou com seu projeto de expansão e já se preparava para um conflito direto com países como a França e a Inglaterra. Dois fatos foram emblemáticos: os nazistas passaram a pressionar a Polônia a construir uma estrada e uma ferrovia, o “corredor polonês”, para permitir o acesso da Alemanha aos territórios da Prússia Oriental e aos mares do norte da Europa. Além disso, a Alemanha quebrou o acordo firmado em Munique, invadindo e anexando a Tchecoslováquia.

Ao mesmo tempo, em 1939, Alemanha e URSS firmaram um acordo chamado Pacto germano-soviético, que consistia em um acordo de não agressão entre esses dois países se, no futuro, a Alemanha viesse a travar uma guerra contra a França e a Inglaterra. A Alemanha, ainda em 1939, inseriu suas divisões sobre a Polônia e, através da tática Blitzkrieg, ou guerra-relâmpago, aniquilou com rapidez a resistência polonesa. O próximo passo dos nazistas foi ocupar o território francês, agravando a situação que já se desenhava desde 1936. Assim começou a Segunda Grande Guerra, que se estendeu até 1945.


Por Cláudio Fernandes
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