Formação da Monarquia Nacional Espanhola

A Formação da Monarquia Nacional Espanhola ocorreu com o processo de expulsão dos muçulmanos que ocupavam a Península Ibérica.

O matrimônio entre Fernando, de Aragão, e Isabel, de Castela, selou a união dos reinos espanhóis
O matrimônio entre Fernando, de Aragão, e Isabel, de Castela, selou a união dos reinos espanhóis
Por Cláudio Fernandes
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Na transição da Idade Média para a Idade Moderna, por volta da segunda metade do século XV, os Estados Nacionais Modernos começaram a afirmar-se e a mudar a estrutura política que caracterizava o mundo medieval em torno das relações feudais. O fortalecimento do Estado e da figura dos reis, associado à prática comercial mercantilista, deu o tom da política na Idade Moderna, que teve sua forma bem acabada no conceito de Absolutismo. Mas cada nação organizou-se de acordo com suas peculiaridades. Neste texto, veremos o caso da Espanha.

A formação da Monarquia Nacional Espanhola esteve associada a dois eventos complementares: a unificação dos reinos da Península Ibérica e o combate aos muçulmanos (também denominados de “mouros”), que haviam ocupado grande parte da região desde o século VIII. Sabemos que o islamismo começou a expandir-se no século VII, primeiro na Península Arábica, depois seguindo pelo Oriente Médio, Norte da África e, finalmente, até a Península Ibérica.

Um dos maiores califados muçulmanos instalou-se onde hoje fica a Espanha. Trata-se do Califado de Córdoba. A extensão e a complexidade desse califado fez com que os cristãos dessa região refugiassem-se no extremo norte da Península. Contudo, a partir do século XI, começaram as campanhas das Cruzadas, que, entre outras coisas, objetivavam a ruptura com a dominação islâmica instalada no Mar Mediterrâneo. Foi nesse contexto que os reinos cristãos da Península Ibérica começaram a insurgir-se contra o domínio muçulmano, sobretudo a partir da formação da monarquia astur-leonesa.

Ao longo do século XII, tiveram início as chamadas Guerras de Reconquista, por meio das quais os cristãos foram avançando paulatinamente sobre regiões como a Andaluzia e a Meseta Central. Foi nesse contexto que se formou, na mesma Península, o Condado Portucalense, que daria origem mais tarde à Monarquia Portuguesa, sob administração de Henrique de Borgonha, que auxiliou os hispânicos na luta contra os mouros.

À medida que os cristãos iam avançando, fundavam ao longo das faixas de terras conquistadas Reinos e Vice-Reinos. Os mais destacados reinos foram os de Castela, Aragão, Navarra e Leão. Esses reinos unificaram-se com o casamento do rei Fernando (de Aragão) e Isabel (de Castella). Essa união implicou a formação da moderna monarquia espanhola, também conhecida como o reino dos Reis Católicos. Em 1492, os exércitos de Isabela e Fernando expulsaram o último reduto mouro da Península. Nesse mesmo ano, o navegador genovês Cristóvão Colombo, contratado pelos referidos monarcas, descobriu o continente americano. Teve início, então, o vasto império espanhol ultramarino.


Por Cláudio Fernandes
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