O tempo de vida humano

A expectativa de vida do homem variou muito em pouco tempo.
A expectativa de vida do homem variou muito em pouco tempo.
Por Rainer Sousa
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Nos últimos tempos, muito se fala sobre os estudos que tentam ampliar a expectativa de vida do homem na terra. Novos medicamentos, tratamentos preventivos, vacinas, dietas alimentares e invenções prometem esticar a quantidade de tempo que gastamos no planeta. Recuando um pouco no tempo, podemos ver que o tempo de vida dos homens variou bastante e influenciou no desenvolvimento de sociedades e na fixação dos parâmetros de juventude e velhice.

Quando pensamos na revolução trazida pelo modo de vida sedentário e a descoberta da agricultura, logo concluímos que o tempo de vida do homem ampliou muito entre a Pré-História e a Antiguidade. Contudo, estudos recentes mostram que os povos greco-romanos viviam a mesma média de três décadas observada entre os nossos mais remotos ancestrais.

Chegando aos tempos medievais e modernos, podemos ver que o aumento da expectativa ainda não acontecia. A baixa qualidade das dietas alimentares, a sujeição a diversas doenças sem cura e as péssimas condições de higiene são alguns dos fatores que explicaram a longa estabilidade desses valores. Só para se ter uma ideia da situação, podemos destacar que o uso do sabonete começou a se popularizar depois que o químico Nicholas Leblanc inventou uma fórmula de baixo custo, no final do XVIII.

No século XIX, os avanços das ciências médicas provocaram uma grande revolução nas formas de cuidar do corpo e de prevenir as doenças. Os estudos de Louis Pasteur, por exemplo, indicavam que os germes e bactérias eram responsáveis diretos por uma infinidade de doenças que poderiam ser combatidas com hábitos simples de limpeza. Por volta da segunda metade do século XIX, algumas regiões da Europa já apresentavam uma expectativa de quase quarenta anos de idade.

Alcançando os anos de 1900 vemos que os avanços científicos trouxeram uma verdadeira guinada ao tempo de vida dos homens. Entretanto, as discrepâncias começaram a ganhar força em função da desigualdade econômica observada ao redor do globo. Enquanto regiões mais desenvolvidas (como Europa e Estados Unidos) atingiam médias superiores a 80 anos de idade, regiões paupérrimas do continente africano ainda conviviam com as médias pré-históricas.

No Brasil, esses valores passaram a crescer de forma bastante rápida. Até o século XIX, os surtos de doenças infecto-contagiosas conseguiam atingir um terço da população dos centros urbanos sem muitas dificuldades. Nos anos de 1960, a situação começava a melhorar quando pesquisas indicavam uma média de quase cinquenta e cinco anos. No último censo, divulgado em 2007, o tempo médio de vida do brasileiro alcançou os 72,3 anos de idade.

Projeções para as décadas futuras indicam que a expectativa de vida crescerá ainda mais. Os estudos envolvendo a genética, o desenvolvimento de novas drogas e o crescimento de algumas especialidades médicas como a Geriatria, asseguram a veracidade de tais projeções. Entretanto, questões envolvendo a produção de alimentos e a manutenção de sistemas previdenciários alertam para os desafios que a longevidade pode oferecer.

Por Rainer Sousa
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