Articulações da língua

São duas as articulações da língua: primeira articulação e segunda articulação
São duas as articulações da língua: primeira articulação e segunda articulação
Por Vânia Maria do Nascimento Duarte
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Estabelecemos comunicação mediante distintas formas: por meio de gestos, símbolos, expressões faciais, por meio das artes de uma maneira geral, enfim. Mas há aquela da qual nos utilizamos, que parece efetivar tal procedimento de forma ainda mais plena: aquela que se faz por intermédio da língua que falamos. Assim, fazemos determinadas combinações de palavras, as quais se caracterizam pelos signos linguísticos. Esses, por sua vez, resultam, também, da combinação de dois elementos primordiais: o significante e o significado. Para que possamos compreendê-los, remetemo-nos às seguintes situações:

Ao pronunciarmos a palavra “casa”, duas imagens começam a se formar no nosso cérebro: a primeira delas diz respeito à ideia, ao conceito, resultando na concepção de algo relacionado à moradia, habitação. Esse conceito se encontra relacionado ao significado. A outrafaz referência à sucessão de sons, primeiramente materializada pelos fonemas [k/a/z/a*] e em seguida pela junção das sílabas, resultando na palavra propriamente dita: casa. Temos, assim, o que denominamos significante. 

Nota:
* Possivelmente você sentiu algum estranhamento ao ver transcrita foneticamente a palavra em evidência, sobretudo em se tratando do “z” em vez do “s”. Neste caso, porém, devemos nos pautar pelo som representado.  

Partindo desse princípio, formamos uma infinidade de vocábulos, os quais se incorporam rapidamente ao nosso léxico. Contudo, de forma a estabelecermos nossas ideias, tal acervo não se mostra suficiente, haja vista a necessidade de sabermos combiná-los por meio de uma relação lógica. Dessa forma, não podemos dizer “festa à vou”, mas sim “vou à festa.

Temos aí a primeira articulação da língua, determinada pela combinação que fazemos dos signos linguísticos, de modo a formar uma sequência lógica.
      

Agora, analisemos mais alguns exemplos:

/l/a/t/a
/b/a/t/a
/d/a/t/a
/p/a/t/a...


Constatamos que a única diferença que demarca as palavras em questão é exatamente a presença de apenas um fonema que, por meio de comutações (mudanças), atribui significado às palavras, fazendo-as se distinguirem umas das outras.

Dessa forma, se na primeira articulação temos a combinação dos signos linguísticos, na segunda temos a associação dos fonemas, o que resulta na formação desse signos.

Sintetizando, pois, tais conceitos, temos:

Na primeira articulação, os signos se combinam de modo a formar uma sequência lógica; e na segunda se associam os fonemas, os quais formam os signos.


Por Vânia Maria do Nascimento Duarte
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