Gramática

A gramática normativa revela-se como um conjunto de regras, comum a todos os usuários da língua
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Iniciemos nossa discussão atendo-nos aos seguintes enunciados:

Costume lugar retornamos ao de.

Retornamos ao lugar de costume. 

Obviamente que o segundo enunciado nos retrata com clareza e precisão o discurso ora pretendido. Assim, tal afirmativa nos contextualiza a dois importantes conceitos: o de gramaticalidade e agramaticalidade. Tal pressuposto (referindo-se à gramaticalidade) revela-nos que o ser humano já possui as regras de como a língua, basicamente, se estrutura, independentemente de ter frequentado a escola ou não. Pois bem, notamos que, de forma expressiva, os conceitos básicos foram retratados, mas o que dizer de tantas normas com as quais compartilhamos no momento em que estabelecemos familiaridade com a gramática puramente descrita?

Antes de nos propormos à elucidação dos fatos, foquemos nossa atenção a esta criação artística:


Pronominais

Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido

Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro

                       Oswald de Andrade


A esta letra musical:

Inútil

A gente não sabemos
Escolher presidente
A gente não sabemos
Tomar conta da gente
A gente não sabemos
Nem escovar os dente
Tem gringo pensando
Que nóis é indigente...

"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!
"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!

A gente faz carro
E não sabe guiar
A gente faz trilho
E não tem trem prá botar
A gente faz filho
E não consegue criar
A gente pede grana
E não consegue pagar...

                                 Ultraje a Rigor


E também a este cartaz:


São exemplos de que a comunicação perfeitamente se materializou, contudo, não estão de acordo com o padrão formal que rege a linguagem. No primeiro exemplo, constatamos que Oswald de Andrade, de maneira singular, deixa às claras sua indignação no que tange à existência de tantas imposições, enfatizando, no último verso, um recorrente desvio – manifestado pelo emprego de um pronome oblíquo no início de frases. Já no segundo, verificamos a evidente falta de concordância entre o pronome e a forma verbal que a ele se refere. E por último, no terceiro exemplo, nos deparamos com erros relacionados a questões ortográficas. 


Quando falamos em padrão, estamos nos referindo justamente à questão das regras, uma vez que estas não nos mostram somente como a língua é, e sim como ela deveria ser. Por conseguinte, estamos dando enfoque principal à gramática normativa. Dessa forma, definimos que ela, em especial, nada mais é que o conjunto de normas a serem obedecidas por todos os usários do sistema linguístico, assim como as regras de trânsito, as regras relativas aos códigos de natureza ética e moral, entre muitos outros casos representativos.

Asim sendo, a presente seção tem por objetivo proporcionar a você todos os conhecimentos necessários, levando-se em conta todos os fatos concebidos por tais normas e manifestados mediante uma diversidade de circunstâncias linguísticas. Desejamos a todos um bom estudo e, sobretudo, que possam colocar em prática tudo o que aqui vivenciarem, principalmente quando se tratar da modalidade escrita.


Por Vânia Maria do Nascimento Duarte
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