O acidente de Chernobyl

A região ao redor da usina onde ocorreu o acidente de Chernobyl continuará contaminada pela radiação por muitas décadas
A região ao redor da usina onde ocorreu o acidente de Chernobyl continuará contaminada pela radiação por muitas décadas
Por Jennifer Rocha Vargas Fogaça
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O acidente nuclear que ocorreu em 26 de abril de 1986, na Usina de Chernobyl, na Ucrânia, ex-república da antiga União Soviética, vem sendo considerado há muito tempo como o maior acidente nuclear de todos os tempos e tem causado muito medo quanto ao uso desse tipo de fonte de energia.

O que aconteceu foi que, naquele dia, o reator 4 da usina estava parado para uma manutenção periódica e para o teste de um novo mecanismo de emergência. Para tal, algumas normas de segurança deveriam ter sido seguidas; porém, não foi o que ocorreu. Os operadores da Sala de Controle do Reator não foram treinados segundo essas normas internacionais de segurança e não obedeceram aos cuidados mínimos – com isso perderam o controle da operação.

Para citar um exemplo desse descuido, temos o fato de que, visto que estavam realizando testes na parte elétrica, o reator estava funcionando em potência baixa. Entretanto, ele não pode permancer assim por muito tempo. Ainda assim, a operação continuou dessa forma. Inclusive quando soaram os alarmes, o operador não tomou a providência de desligar urgentemente o reator; em vez disso, ele desligou os alarmes e essa experiência continuou por 24 horas.

Houve então uma reação em cadeia descontrolada, atingindo temperaturas elevadíssimas, pois o sistema de resfriamento por água do sistema primário foi interrompido. Para controlar a velocidade de fissão, usavam-se, nessa intalação, barras de grafite, que entram em combustão espontânea quando aquecidas. Visto que houve um superaquecimento do reator e como as águas que ainda circulavam nos tubos foram rapidamente transformadas em vapor, o resultado foi a formação de uma bola de fogo no edifício da planta que explodiu.

Vista aérea da usina de Chernobyl destruída no acidente

Como a cobertura da usina não havia sido feita para aguentar esse impacto, a tampa de concreto e o teto do prédio foram destruidos, liberando 400 vezes mais material radioativo para a atmosfera do que a bomba atômica de Hiroshima.

Os níveis de radiação cresceram cada vez mais, até que radiações em altos níveis foram detectadas ao longo de toda a Europa, principalmente na França.

Os bombeiros que foram chamados para controlar o incêndio receberam altas doses de radiação: 31 pessoas morreram na hora, 132 foram hospitalizadas e 130 000  pessoas tiveram que ser evacuadas da região. Outras pessoas morreram dias depois. Calcula-se que esse acidente causou a morte de cerca de 28 mil pessoas, deixando muitas outras com graves sequelas, causadas pela exposição ao material radioativo. Ao longo do tempo, começaram a aparecer vários casos de câncer; principalmente na glândula tireoide de crianças. Adultos e crianças contraíram leucemia após lesões na medula óssea e muitas mulheres grávidas de até quatro meses tiveram filhos com malformação genética.

Crianças com sequelas de exposição à radiação de Chernobyl

A região permanecerá contaminada por muitas décadas; mesmo assim, atualmente, as outras unidades da Central Nuclear de Chernobyl continuam em operação. Construiu-se um “Sarcófago”, ou caixão de cimento, na unidade acidentada para evitar que se libere mais radiação para o meio ambiente. No entanto, esse sarcófago necessita de ajustes e reparos ao longo do tempo.


Por Jennifer Rocha Vargas Fogaça
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