Cursinho: Fazer ou não fazer?

O cursinho pode ser uma nova chance de aprovação
O cursinho pode ser uma nova chance de aprovação
Por Camila Mitye
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A corrida pelas vagas nas universidades públicas dita o ritmo nas salas de aula de escolas de ensino médio e de cursinhos no Brasil inteiro. Nos cursinhos os estudantes buscam um reforço para o terceiro ano ou mais uma chance de tentar passar no vestibular.

A maior motivação dos milhares de estudantes que fazem curinhos pré-vestibulares no Brasil é entrar pra uma universidade pública, daquelas com vestibular bem concorrido. Assim, encaram anos seguidos revendo o conteúdo cobrado nos vestibulares, tentando, ano após ano, corrigir os erros e se sair melhor na próxima tentativa.

Mas existem diferenças importantes entre o 3º ano do ensino médio e o cursinho pré-vestibular. Uma delas é a cobrança. No último ano do ensino médio, a cobrança é pelas notas (já que o estudante precisa concluir os estudos neste nível) e pelo bom desempenho em um primeiro vestibular. Já no cursinho, não há cobrança por notas ou aprovação no colégio, mas, por outro lado, cobra-se pela responsabilidade do aluno e por um resultado melhor em um novo vestibular. Acima de tudo, os pais cobram ainda pelo dinheiro gasto com os cursinhos, além do que já foi pago em colégios particulares.

Outra diferença é em relação aos alunos. No 3º ano, muitos de seus colegas de classe o acompanharam durante vários anos escolares e agora, disputam o vestibular com você. Nas salas de terceiro ano, a maioria das turmas é mista, com candidatos que tentarão vagas em cursos diferentes. No cursinho, grande parte dos alunos é composta por desconhecidos “reprovados” no vestibular, alguns com até mais de um ano de experiência. Além disso, em alguns cursinhos há turmas formadas para interesses específicos, como para candidatos de Medicina, por exemplo.

Alguns alunos optam por fazer um cursinho integrado ao 3º ano. Ele é um preparatório que acontece paralelamente às aulas do colégio, em outro período. Alguns são oferecidos na própria escola, com os mesmos professores e até os mesmos colegas, só que em turmas menores. Uma vantagem do cursinho integrado é a revisão dos conteúdos de forma imediata, que funciona como um reforço para a memória e o aprendizado do aluno e um empurrão a mais para o vestibular.

O cursinho tradicional é aquele procurado pelos que não passaram no vestibular. Muitas vezes, funciona como uma nova chance de aprovação. Nesse caso, o aluno pode escolher entre fazer o cursinho durante todo o ano ou apenas nos seis meses que antecedem o vestibular. Essa é uma escolha pessoal, que depende da preparação do estudante e do curso que ele quer, já que a concorrência do vestibular pode sim determinar o quanto se deve estudar.

A grande maioria dos alunos dos cursinhos é pretendente ao curso de Medicina. É assim graças, principalmente, à grande procura pelas vagas deste curso nas universidades públicas no Brasil que são procuradas por serem as melhores do país. Assim, quem tem o sonho de tornar-se médico formado em uma dessas instituições deve se preparar para, provavelmente, passar alguns anos freqüentando as aulas do cursinho.

Algumas dicas: 
♦ Na hora de escolher um cursinho, procure opiniões dos alunos que já o freqüentam; 
♦ Existem opções de cursinhos comunitários, bem mais baratos ou até gratuitos. Muitos oferecidos até pelas próprias universidades; 
♦ Há cursinhos especializados para cursos ou áreas de conhecimento específico, procure um que satisfaça seus objetivos.


Por Camila Mitye
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