Acidente vascular cerebral

O acidente vascular cerebral é responsável por diversas mortes e sequelas permanentes.

Por Vanessa Sardinha dos Santos
O AVC caracteriza-se por uma interrupção no fluxo sanguíneo do cérebro
O AVC caracteriza-se por uma interrupção no fluxo sanguíneo do cérebro
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O Acidente Vascular Cerebral (AVC), mais corretamente chamado de Acidente Vascular Encefálico (AVE), é caracterizado por uma interrupção na irrigação sanguínea em alguma região do encéfalo.  Sua incidência é maior em pessoas com idades avançadas, acima dos 60 anos de idade, entretanto pode ocorrer também em jovens. É muito raro na infância.

O AVC é responsável por inúmeras mortes e sequelas permanentes. Pesquisas mostram que cerca de 40% das pessoas que sofrem AVC morrem após seis meses, entretanto essa porcentagem vem diminuindo. Grande parte das pessoas que sobrevive a esses acidentes vasculares apresenta algum tipo de deficiência, principalmente no que diz respeito à fala e à movimentação. Algumas vezes as lesões são tão graves que tornam as pessoas totalmente incapacitadas de exercerem suas atividades do dia a dia.

Os principais sintomas de um AVC são: paralisia de parte do corpo, perda da visão, visão dupla, dificuldades para falar, dificuldades de compreensão mesmo de frases simples, tonturas, desequilíbrio, quedas, dores de cabeça fortes e persistentes, entre outros, tudo dependenderá da área do encéfalo afetada.

O AVC é classificado em dois tipos básicos: o isquêmico e o hemorrágico.

No acidente vascular cerebral isquêmico, observa-se a oclusão de uma artéria por embolia ou trombose. A embolia ocorre quando um trombo, que está na corrente sanguínea, fica preso e obstrui uma artéria. Já a trombose normalmente está relacionada com quadros de asterosclerose, em que a placa asterosclerótica atua como local para a formação do trombo. Nesse caso, o entupimento leva a uma falta de sangue em uma região do cérebro com uma consequente redução na oxigenação e nutrição dos tecidos.  Essa falta de nutrientes e oxigênio pode levar neurônios à morte em pouco tempo. Geralmente deixa sequelas como paralisia de partes do corpo, problemas de memória, entre outros.

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Entre os fatores de risco do acidente vascular cerebral isquêmico, destacam-se o tabagismo, sedentarismo, hipertensão e altas taxas de colesterol e triglicérides.

Antes de um AVC ocorrer, nosso corpo pode mandar sinais de que algo não está correto.  Às vezes ocorre uma interrupção apenas temporária do fluxo de sangue, sendo assim, os sintomas aparecem e desaparecem rapidamente. Essa situação é chamada de Ataque Isquêmico Transitório (AIT).

No acidente vascular cerebral hemorrágico, ocorre o sangramento em virtude de ruptura de uma artéria. Nesse caso, o sangue acaba se espalhando pelo cérebro. Uma das causas desse tipo de AVC é o rompimento de aneurismas cerebrais.

O tratamento, nos casos de AVC isquêmico, consiste normalmente na desobstrução das artérias com o uso de medicamentos. Já nos casos hemorrágicos são realizados procedimentos cirúrgicos que visam à retirada do sangue do cérebro. Em ambos os casos, é fundamental o acompanhamento do paciente por uma equipe multiprofissional de saúde.

Caso alguém apresente sintomas semelhantes ao de um AVC, é importante um atendimento médico imediato. O diagnóstico pode ser feito através de tomografias ou ressonâncias magnéticas.

Lembre-se de que essa patologia é responsável por grande quantidade de óbitos e incapacitações físicas, merecendo, portanto, um atendimento rápido e adequado.

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