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Ansiedade patológica

Por: Mariana Araguaia   A ansiedade patológica pode provocar muita angústia.

A ansiedade patológica pode provocar muita angústia.

Dentro de um contexto específico, a ansiedade se apresenta como um aspecto positivo, uma vez que faz com que fiquemos alertas frente ao receio de algo dar errado ou apresentar riscos à nossa integridade física ou moral. Em suma, ela é muito importante para lidarmos com situações potencialmente danosas.

Há pessoas que se sentem constantemente ansiosas: é a ansiedade generalizada. Existem também situações nas quais a ansiedade se apresenta de forma desproporcional, causando sofrimento significativo ou mesmo prejuízos ao exercer suas atividades normais. Nesse caso, falamos em ansiedade patológica. Ela pode estar relacionada a um quadro no qual a pessoa tenha sintomas ansiosos exacerbados e/ou descontextualizados da situação em que se encontra; ou à síndrome do pânico.

Este último quadro se apresenta com sensações físicas típicas da ansiedade – boca seca, tremores, taquicardia, nó na garganta, mãos frias, falta de ar, mal-estar na barriga ou no peito, sufocamento, tonturas, etc. – mas que surgem de forma abrupta e inesperada, atingindo o ápice em torno de dez minutos, e não raras as vezes acompanhadas do receio de sofrer uma morte súbita ou mesmo de enlouquecer.

A síndrome do pânico costuma se manifestar, pela primeira vez, em pessoas de idade entre os 15 e 20 anos – predominantemente em mulheres – e sua manifestação pode ser mais um motivo para a pessoa se sentir ansiosa, frente à possibilidade de enfrentar esses sintomas em situações mais delicadas, como em lugares fechados, sozinha, em congestionamentos ou em eventos importantes, como uma reunião do trabalho.

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Essa situação denominamos de ansiedade antecipatória. Ela pode desencadear um novo problema: a agorafobia, que consiste no medo extremo de permanecer em locais de difícil escape, fazendo com que evite a todo custo estar ali. A agorafobia tende a persistir, não sendo momentânea como a síndrome do pânico – e pode provocar isolamento, quadros depressivos e até mesmo comportamentos autodestrutivos, como o alcoolismo.

Considerando o que foi dito, é interessante que aquelas pessoas que sentem ansiedade de forma desproporcional, ou constante, avaliem a situação, verificando se o quadro tem provocado malefícios significativos. Caso positivo, é interessante que busquem alternativas para lidar com essa situação, recorrendo à ajuda psicoterápica caso essa seja uma tarefa que não estão dando conta de lidar sozinhas.

Tratando-se da síndrome de pânico, é urgente a necessidade de buscar ajuda médica, preferencialmente com um profissional competente da área de psiquiatria. O tratamento, geralmente, é feito com o uso de fármacos específicos, psicoterapia e adoção de hábitos de vida mais saudáveis. A cooperação dos familiares e pessoas próximas é essencial.