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Cinco desastres ambientais causados pelo homem no Brasil

Entre os desastres ambientais causados pelo homem no Brasil, podemos citar o do Césio-137, em Goiânia, o vazamento de óleo na Bacia de Campos e o rompimento da barragem em Mariana.

Por: Vanessa Sardinha dos Santos O derramamento de óleo é um problema grave que afeta o meio ambiente e causa danos irreversíveis

O derramamento de óleo é um problema grave que afeta o meio ambiente e causa danos irreversíveis

Os seres humanos apresentam a incrível capacidade de modificar o ambiente em que vivem. Entretanto, nem sempre essas modificações são benéficas, pois podem causar graves danos ao meio ambiente. Obras e atividades que pareciam a solução para vários problemas da sociedade tornam-se verdadeiros inimigos do ecossistema local.

Diversos acidentes ambientais ocorreram ao longo da história brasileira e do mundo, e muitos poderiam ter sido evitados se houvesse maior rigor nas medidas de segurança. A seguir listaremos cinco desastres ambientais causados pelo homem no nosso país.

Incêndio na Vila Socó (1984)

Em 24 de fevereiro de 1984, um terrível incêndio ocorreu na Vila Socó, em Cubatão (SP). O desastre ocorreu em virtude da liberação de 700 mil litros de gasolina por uma falha nos dutos subterrâneos da Petrobras. A combustão iniciou-se provavelmente após alguma pessoa utilizar um fósforo ou, então, por um curto-circuito em alguma fiação. O acidente causou várias mortes, entretanto, nunca se soube ao certo o número de pessoas que morreram. Segundo números oficiais, 93 pessoas faleceram. Moradores, no entanto, indicam que o número pode ter chegado a 500.

Césio-137 em Goiânia (1987)

O acidente com césio-137 em Goiânia, em setembro de 1987, foi ocasionado após catadores de lixo acharem um aparelho radiológico nos escombros de uma antiga clínica. O aparelho foi levado para casa e posteriormente vendido. O dono do ferro-velho que recebeu o produto abriu o equipamento e percebeu que havia um pó (cloreto de césio-137) que emitia uma cor azul brilhante muito bonita. Esse material foi, então, levado para a sua residência e mostrado para outras pessoas, incluindo Leide das Neves, a primeira vítima do acidente. Após perceberem que as pessoas que tiveram contato com o produto estavam ficando doentes, o material foi levado até a Vigilância Sanitária, que identificou a substância radioativa. No total, quatro pessoas morreram em decorrência do contato com a substância, mas centenas de outras pessoas foram contaminadas e desenvolveram problemas por causa da radiação.

Vazamento de óleo na Baía de Guanabara (2000)

O vazamento de óleo na Baía de Guanabara, em 18 de janeiro de 2000, ocorreu após o rompimento de um duto da Petrobras que ligava a Refinaria Duque de Caxias ao terminal Ilha d'Água, na Ilha do Governador. Esse rompimento causou o escoamento de cerca de 1,3 milhão de litros de óleo e graxa nas águas. Foi uma das maiores tragédias ambientais do país. O acidente causou a morte de várias espécies de peixes e outros organismos marinhos e também contaminou a vegetação, o solo e rochas do local. Além disso, causou grandes danos à economia, uma vez que os pescadores dessa região tiveram sua renda drasticamente diminuída com a poluição.

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Vazamento de óleo na Bacia de Campos (2011)

No dia 8 de novembro de 2011, a petroleira norte-americana Chevron foi responsável por um grave vazamento de petróleo na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. O acidente, que só foi percebido no dia 9 de novembro pela empresa, foi responsável por colocar no mar cerca de 3.700 barris de óleo, o que causou a morte de várias espécies marinhas e a migração de tantas outras que dependiam desse ecossistema.

Rompimento da barragem de Mariana (2015)

O acidente ambiental mais recente da história brasileira foi o rompimento da barragem de rejeitos de mineração da empresa Samarco, em Mariana, Minas Gerais. A barragem rompeu-se em 5 de novembro de 2015 e liberou cerca de 50 milhões de metros cúbicos de lama, que devastaram distritos próximos à região, como Bento Rodrigues, causaram a morte de várias pessoas e deixaram tantas outras desabrigadas. Apesar de, segundo a Samarco, a lama não ser tóxica, a grande quantidade de resíduos liberados desencadeou a morte de espécies, tanto terrestres quanto aquáticas, alterações na água dos rios atingidos e na vegetação do local. Aproximadamente 600 pessoas ficaram desabrigadas e 18 pessoas foram identificadas como vítimas da tragédia. Uma pessoa continua desaparecida.

Aproveite para conferir nossa videoaula relacionada:

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