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Complexo golgiense e a secreção celular

O complexo golgiense é uma organela que possui várias cisternas organizadas em pilhas. Nessas estruturas, são produzidas vesículas responsáveis pela secreção celular.

Por: Vanessa Sardinha dos Santos O complexo golgiense relaciona-se com a secreção celular

O complexo golgiense relaciona-se com a secreção celular

A secreção celular é um importante processo que envolve uma organela denominada de complexo golgiense. Por causa da relação existente entre a secreção e essa organela, uma maior quantidade de complexo golgiense é encontrada em células especializadas nesse processo.

→ O que é o complexo golgiense?

O complexo golgiense é uma organela presente em células eucariontes e apresenta-se como uma pilha de sacos membranosos achatados com porções laterais dilatadas denominados cisternas. Cada cisterna, apesar de estar bem próxima a outra, não apresenta comunicação física entre si.

Podemos distinguir duas porções em um complexo golgiense: uma face convexa e uma face côncava. A face convexa é chamada de cis e é a região onde as vesículas provenientes do retículo endoplasmático fundem-se. Já na face trans, surgem as vesículas que serão transportadas para outras organelas, como lisossomos, ou em direção à membrana plasmática para a secreção.

Observe atentamente a estrutura de um complexo golgiense
Observe atentamente a estrutura de um complexo golgiense

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→ Como ocorre o processo de secreção celular?

O complexo golgiense é responsável pela secreção de substâncias produzidas por ele e pelo retículo endoplasmático. As substâncias produzidas pelo retículo são transportadas, via vesículas, até a sua face cis do complexo golgiense. Nesse local, as vesículas fundem-se à organela, e a substância é, então, lançada em seu interior.

A substância proveniente do retículo endoplasmático segue por meio de vesículas, de cisterna em cisterna, até a face trans do complexo golgiense. Durante esse trajeto, várias modificações podem ocorrer, como a adição de carboidrato (glicosilação) e as hidrólises parcias. Isso se deve ao fato de que as cisternas são ricas em enzimas que atuam nos mais variados processos.

Ao chegar à face trans, são formadas vesículas que brotam do complexo golgiense. Essas vesículas são endereçadas a um local específico, e algumas delas podem ser encaminhadas a outras organelas ou, ainda, para a membrana plasmática, onde a secreção é liberada pra o meio externo (exocitose).