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Dengue

Por: Mariana Araguaia A dengue é transmitida pela picada da fêmea de <i>Aedes aegypti</i> portadora do vírus.

A dengue é transmitida pela picada da fêmea de <i>Aedes aegypti</i> portadora do vírus.

 

A dengue é uma doença viral, provocada por um arbovírus da família Flaviridae, e transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti ou, mais raramente, pelo Aedes albopictus. São quatro os subtipos virais capazes de provocá-la. Uma pessoa que teve dengue se torna resistente àquele que provocou sua infecção, mas a doença pode se manifestar novamente, se se tratando de outro subtipo.

Na maioria dos casos, a doença tem evolução benigna; e os sintomas tendem a surgir entre dois e quinze dias após a picada do mosquito. De acordo com eles, a dengue pode ser classificada como:

- Inaparente: os sintomas não aparecem ou são bastante discretos, pouco perceptíveis;

- Dengue clássica: febre alta, de início abrupto, dor muscular, nas juntas e de cabeça; e o aparecimento, na pele, de manchas avermelhadas e que coçam. Em crianças, podem ocorrer vômitos e diarreia;

- Dengue hemorrágica: após o terceiro dia de manifestações sintomáticas surgem sangramentos, como no nariz e gengivas. Em razão do rompimento dos vasos, também aparecem hematomas na pele.

- Síndrome do choque da dengue: manifestação de quadros mais graves, como problemas cardíacos e/ou respiratórios, hemorragia digestiva, insuficiência hepática, delírios, amnésia e até mesmo coma.

Ainda não se sabe o que, de fato, faz com que a doença evolua para esses dois últimos quadros, consideravelmente raros, em alguns indivíduos. Alguns pesquisadores acreditam que eles ocorrem em pessoas que já foram acometidas pela dengue, porém com sintomas inaparentes. Outros os associam a linhagens mais agressivas do vírus.

O diagnóstico da dengue é feito por meio da análise sanguínea da pessoa com suspeita desse quadro. Outra técnica, chamada “prova do laço” consiste em analisar a fragilidade dos capilares sanguíneos, por meio da utilização de um garrote, ou mesmo com o aparelho de medir pressão. No entanto, há controvérsias quanto à veracidade desse procedimento.

O tratamento consiste no controle dos sintomas, repouso e ingestão de líquidos. Uma vez que alguns anti-inflamatórios e antitérmicos provocam alterações no que diz respeito à coagulação sanguínea, a automedicação pode ser perigosa. Assim, o ideal é procurar um especialista, em casos de suspeita.

Considerando a gravidade da doença, e o fato de que uma pessoa que já teve dengue só se mostra resistente ao sorotipo responsável pela sua infecção, a medida mais eficaz na prevenção dessa doença é o controle dos mosquitos transmissores. Como o Aedes aegypti se reproduz em água parada, mesmo em ambientes muito restritos, como uma tampinha de garrafa e no interior de bromélias; é primordial a eliminação de seus possíveis criadouros.

Vale lembrar que o mosquito transmissor da dengue, ao ser infectado, permanece assim até o fim de sua vida, podendo transmitir o vírus aos seus descendentes; e seus ovos são bastante resistentes.

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