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Dupla fecundação nas angiospermas

Nas angiospermas ocorre a dupla fecundação, sendo que uma célula espermática fusiona-se com a oosfera, e a outra funde-se com os núcleos polares.

O órgão reprodutivo das angiospermas é a flor, um ramo com crescimento determinado onde são encontradas as folhas que produzem os esporângios. Para que ocorra a reprodução, é necessário que essa flor seja polinizada, ou seja, o pólen deve ser transportado da antera para o estigma.

O grão de pólen (microgametófito imaturo) é formado por duas células: a célula do tubo e uma célula geradora. Durante ou após a dispersão, essa última divide-se e forma duas células espermáticas, que são os gametas masculinos.

O gametófito feminino é o saco embrionário, que possui oito núcleos e sete células quando maduro. Três núcleos ficam na região próxima à micrópila (abertura no óvulo), as duas laterais são chamadas de sinérgides e a central é chamada de oosfera. Esses três núcleos formam o chamado aparelho oosférico. No centro, encontram-se dois núcleos que são chamados de núcleos polares, e na região oposta à micrópila estão localizados os outros três núcleos, que são chamados de antípodas.

Ao encostar no estigma, o grão de pólen começa a absorver água e germina, formando o tubo polínico. As duas células espermáticas são levadas através desse tubo até o gametófito feminino.

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Diversas modificações ocorrem no estigma e no estilete após o contato com o grão de pólen, favorecendo, assim, a penetração do tubo polínico. O tubo entra no óvulo pela micrópila e penetra em uma das sinérgides, liberando as células espermáticas e o núcleo da célula do tubo. Uma das células espermáticas une-se com os núcleos polares, e a outra, com a oosfera. Esse processo é chamado de dupla fecundação.

A célula espermática que penetrou na oosfera dá origem ao zigoto diploide, que posteriormente formará o embrião. Já a outra célula espermática dá origem a um núcleo triploide, que, posteriormente, após várias divisões, formará o endosperma, responsável por fornecer nutrientes ao embrião.

Após o processo de dupla fecundação, a sinérgide restante e as antípodas sofrem degeneração, o embrião começa a desenvolver-se dentro do saco embrionário, forma-se o endosperma, o tegumento do óvulo forma o envoltório da semente e as paredes do ovário com outras estruturas formam o fruto.

Aproveite para conferir a nossa videoaula relacionada ao assunto:

Representação esquemática de uma angiosperma com detalhe da antera e do óvulo

Representação esquemática de uma angiosperma com detalhe da antera e do óvulo

Por: Vanessa Sardinha dos Santos