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Estômatos

Os estômatos são estruturas presentes na epiderme dos vegetais que atuam nas trocas gasosas.

Por: Vanessa Sardinha dos Santos A palavra estômato vem do grego stoma, que significa boca

A palavra estômato vem do grego stoma, que significa boca

A epiderme é a camada mais externa que reveste todo o corpo de uma planta. É formada normalmente por uma camada de células vivas, justapostas e não apresenta espaços intercelulares, exceto na região dos estômatos. 

Os estômatos são estruturas relacionadas às trocas gasosas de um vegetal e são encontrados geralmente em órgãos que estão relacionados à fotossíntese, como folhas e caules. Normalmente, eles não são encontrados em raízes.

Nas folhas, os estômatos podem ser encontrados nas duas faces, apenas na face superior ou apenas na face inferior. De acordo com a localização dos estômatos, podemos classificar a folha em hipoestomática (estômatos na face inferior), epiestomática (estômatos na face superior) ou anfiestomática (estômatos nas duas faces).

Um estômato é constituído por duas células (células-guarda) que delimitam uma abertura denominada ostíolo. As células-guarda apresentam formato de rim nas dicotiledôneas e formato de halteres nas gramíneas (Poaceae). Essas células são as únicas células da epiderme que sempre apresentam cloroplastos.

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As células-guarda são responsáveis por controlar a abertura e o fechamento estomático por meio de processos de variação da turgescência. O mecanismo de abertura e fechamento estomático está relacionado ao transporte de íons potássio. Quando a célula-guarda absorve esse íon, ocorre a entrada de água, que deixa a célula turgida e, então, o estômato se abre. Quando os íons saem, a água também sai e o estômato se fecha.

As células-guarda podem ser circundadas por células chamadas de células subsidiárias. Essas células diferem-se das outras células epidérmicas. A partir da observação das células subsidiárias, podemos classificar os estômatos em: anomocítico (sem células subsidiárias), anisocítico (três células subsidiárias de tamanhos variados), paracítico (duas células subsidiárias que possuem seus eixos maiores paralelos aos das células-guarda) e diacítico (eixo maior das células subsidiárias que forma um ângulo reto com o eixo maior da célula-guarda).