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Malária

Por: Mariana Araguaia  Mosquitos do Gênero Anopheles podem transmitir os parasitas causadores da malária.

Mosquitos do Gênero Anopheles podem transmitir os parasitas causadores da malária.

A malária é uma doença de ocorrência basicamente restrita a países de clima tropical e subtropical. Ela é provocada por alguns protozoários do Gênero Plasmodium, sendo o Plasmodium vivax, P. falciparum, P. malariae e P. ovale os que mais frequentemente parasitam a nossa espécie. Os três primeiros ocorrem no Brasil e o último é restrito à África. O P. vivax é responsável pela maioria dos casos em todo o mundo, e o P. falciparum, pelos casos africanos. Este último também é o responsável pela maioria dos quadros fatais, uma vez que se desenvolve mais rapidamente e pode provocar tromboses, embolias, e até mesmo afetar meninges e cérebro (malária cerebral).

Essa doença é transmitida por meio da picada de mosquitos do Gênero Anopheles, previamente infectados, transfusão de sangue contaminado, uso de instrumentais cirúrgicos sem terem recebido a correta higienização, e de forma transplacentária (de mãe gestante para filho).

Ao entrarem no organismo humano, tais parasitas se direcionam, através da corrente sanguínea, para o fígado. Depois, invadem as células ali presentes e, em virtude da sua multiplicação exacerbada, provocam o rompimento de tais estruturas. Os novos parasitas se espalham pelo sangue e se alojam nos glóbulos vermelhos, rompendo-os também. Quando isso ocorre, o indivíduo tem picos de febre alta, cujo intervalo de tempo dependerá do parasita associado: a cada 48 horas, se se tratar do P. falciparum ou P. vivax; e a cada 72 horas quando o agente causador é o P. malarie. Dor de cabeça e no corpo, calafrios, cansaço e sudorese são outros sintomas.

Para diagnóstico, a análise sanguínea é bastante eficaz. Chamado de teste de gota espessa, tal procedimento é rápido e requer somente uma gota de sangue, geralmente retirada da ponta do dedo do paciente.

O tratamento é feito de acordo com as orientações descritas no Manual de Terapêutica da Malária, editado pelo Ministério da Saúde, e depende do protozoário envolvido e da gravidade do quadro.

Quanto à proteção individual, é importante, ao visitar zonas de risco, como a África e Região Amazônia, não permanecer ao ar livre durante o amanhecer e anoitecer, e utilizar: telas nas portas e janelas, mosquiteiros, e repelentes e roupas que cubram a maior parte do corpo. Além disso, é importante certificar-se da procedência de instrumentais perfurocortantes e do sangue, antes de utilizá-los e, em caso de gestantes infectadas, fazer o acompanhamento pré-natal corretamente.

No que diz respeito às medidas coletivas, o tratamento dos doentes, drenagem de áreas alagadas para impedir a formação de criadores de mosquitos e controle do desmatamento são medidas muito importantes.

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