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Ópio

O ópio é uma substância leitosa retirada das cápsulas da papoula, que apresenta substâncias capazes de aliviar a dor.

Por: Vanessa Sardinha dos Santos O ópio é extraído da cápsula da Papaver somniferum

O ópio é extraído da cápsula da Papaver somniferum

O ópio é uma substância leitosa obtida a partir de uma resina extraída das cápsulas (frutos) de uma planta da família Papaveraceae conhecida como “Papoula do Oriente” e “dormideira”. A substância, depois de seca, passa a ser chamada de pó de ópio e apresenta uma grande quantidade de alcaloides. Entre as substâncias encontradas no ópio, destacam-se a morfina e a codeína.

O nome científico dessa espécie é Papaver somniferum, uma alusão à ação das substâncias encontradas nesse vegetal. As substâncias presentes no ópio são depressoras do sistema nervoso central e fazem com que a velocidade de seu funcionamento seja mais lenta, ocasionando diminuição da dor e aumento do sono. Além disso, atua diminuindo a tosse, como é o caso da morfina, que é utilizada em medicamentos para esse fim e como analgésico.

Podemos classificar as drogas opiáceas, também chamadas de opiáceos, em dois grupos: naturais e semissintéticas. As naturais são aquelas que não sofrem nenhuma modificação, como é o caso da morfina. Já os opiáceos semissintéticos são aqueles que são resultantes de uma modificação química em uma substância natural. Como exemplo desse último caso, podemos destacar a heroína, que é resultado de uma mudança química na fórmula da morfina.

Existem ainda substâncias que recebem o nome de opioides, que são produtos fabricados em laboratório e bastante semelhantes aos opiáceos. As substâncias produzidas são comumente usadas em remédios, principalmente em analgésicos. Além disso, a palavra opioide pode ser utilizada para designar todas as substâncias, naturais ou não, que reagem com receptores opioides.

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As substâncias presentes no ópio são muito importantes na medicina, entretanto, são capazes de gerar grande dependência. A morfina é um medicamento extremamente importante no tratamento do câncer, entretanto, por causar forte dependência, muitas vezes é pouco prescrito. Vale lembrar que o médico avaliará os prós e contras do tratamento para evitar que pacientes sofram dores fortes desnecessariamente. Muitas pessoas utilizam essas substâncias para fins não terapêuticos, a fim de conseguir um estado de torpor e isolamento.

Ao fazer uso dos derivados do ópio, são observados sintomas como diminuição das pupilas, sensação de saciedade, prisão de ventre, sonolência, diminuição da frequência cardíaca e respiratória, diminuição da pressão, dificuldade de concentração, entre outros. Em alguns casos, pode ocasionar overdose, insuficiência respiratória e morte.

É importante destacar que o uso de opiáceos e opioides podem levar à dependência e ocasionar graves crises de abstinência, que geram vômitos, diarreias, cãibras, cólicas, entre outros sintomas. Outra característica dessas drogas é que rapidamente o organismo torna-se tolerante a elas, o que faz o dependente aumentar as doses e, consequentemente, aumentar o risco de overdose. Além disso, por essas drogas serem usadas muitas vezes por meio injetável, podem ser um facilitador da transmissão de HIV e hepatite.