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Poluição sonora

Por: Paula Louredo Moraes Estresse, insônia e infecções variadas fazem parte da lista de problemas que a poluição sonora pode causar

Estresse, insônia e infecções variadas fazem parte da lista de problemas que a poluição sonora pode causar

Nos centros urbanos, a poluição sonora é um problema ambiental grave, sendo considerada uma ameaça constante ao homem. Além de causar irritação, nervosismo, fadiga, insônia e outros sintomas relacionados ao sistema nervoso e aos órgãos dos sentidos, a poluição sonora pode provocar, em longo prazo, diminuição da audição e até mesmo surdez.

A intensidade do som pode ser medida por meio da unidade decibel (dB) e segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), 55 dB já podem ser considerados nocivos à saúde. Para se ter uma ideia, em cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Salvador, o barulho do trânsito alcança facilmente os 80 dB.

Atualmente, a OMS (Organização Mundial de Saúde) coloca esse tipo de poluição em terceiro lugar no ranking de problemas ambientais que mais afetam a população no mundo todo, perdendo apenas para poluição do ar e da água. Com tanto barulho provocado por buzinas, telefones, eletrodomésticos, construções, etc., um grande número de pessoas passaram a sofrer, além dos distúrbios auditivos, com dores de cabeça crônicas, hipertensão, alterações hormonais e insônia, pois além de afetar audição, a poluição sonora, por ser estressante, estimula a produção de hormônios do estresse, favorecendo problemas cardíacos e distúrbios emocionais. Segundo o otorrinolaringologista Arnaldo Guilherme, da Universidade Federal de São Paulo, "As pessoas não se dão conta do problema a que estão expostas porque as consequências não são imediatas, elas vão se acumulando e só aparecem com o tempo".

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Trabalhadores que ficam expostos diariamente a altos níveis de ruídos devem utilizar protetores auditivos para evitarem as consequências que esse tipo de poluição pode lhes causar.

É importante ressaltar que qualquer ruído que exceda os 55 dB é considerado pelo nosso organismo como sendo uma agressão, da qual ele se defende liberando boas doses de cortisol e adrenalina, hormônios do estresse. Esses hormônios em nosso organismo atingem vários órgãos, desencadeando algumas consequências como:

• Órgãos genitais: passam a receber menos sangue, ficando o homem com dificuldade de ereção e a mulher com pouco desejo sexual;

• Cérebro: com a ação dos hormônios do estresse, a concentração e a memória ficam prejudicadas, além de provocarem uma sensação de exaustão. Em algumas pessoas, a pressão intracraniana pode aumentar gerando dor de cabeça;

• Músculos: por estarem em estado de alerta, eles ficam tensionados, liberando na corrente sanguínea várias substâncias inflamatórias;

• Pulmões: a respiração fica acelerada, aumentando a sensação de cansaço;

• Coração: começa a bater aceleradamente, fazendo com que a pressão arterial suba, aumentando as chances de infarto e derrame;

• Sistema digestivo: o estômago passa a produzir mais suco gástrico do que realmente necessita, podendo levar à gastrite e úlcera. Já o intestino praticamente para de funcionar, provocando a prisão de ventre.


Aproveite para conferir a nossa videoaula sobre o assunto: