Usos da melatonina e seus riscos

A utilização de melatonina está relacionada a alguns riscos. Por essa razão, os usos inadequados desse importante hormônio devem ser evitados.

Por Vanessa Sardinha dos Santos
A produção da melatonina inicia-se no período de escuridão
A produção da melatonina inicia-se no período de escuridão
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A melatonina é bastante conhecida como o hormônio do sono, apesar de essa denominação não ser a mais correta. Por estar relacionado com a indução da sonolência, esse hormônio é muito usado para tratar distúrbios do sono, entretanto, seu uso tem sido excessivo por algumas pessoas e sem a devida recomendação médica.

O que é a melatonina?

A melatonina é um hormônio sintetizado pela glândula pineal a partir do triptofano e derivado da serotonina. Sua produção é maior no período noturno, por isso a síntese desse hormônio está diretamente relacionada com a presença de luz no ambiente. Devido a essa relação, ambientes iluminados no período da noite podem bloquear a síntese de melatonina.

A melatonina está relacionada com a sinalização da escuridão para o corpo dos mamíferos, sendo produzida no período noturno em animais de hábitos noturnos e diurnos. Sendo assim, ela deveria ser melhor denominada como “hormônio da escuridão” que hormônio do sono.

A melatonina é um hormônio produzido a partir do triptofano e derivado da serotonina
A melatonina é um hormônio produzido a partir do triptofano e derivado da serotonina

Quais as funções da melatonina?

A melatonina apresenta uma série de funções já estabelecidas, que são:

  • Ação imunomodulatória;

  • Ação antitumoral;

  • Ação antioxidante;

  • Ação anti-inflamatória;

  • Ação cronobiológica, garantindo que o corpo reconheça o ciclo de claro e escuro.

Essa última ação é a mais conhecida e a que faz a melatonina ser recomendada por muitos médicos.

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Quais os benefícios da melatonina?

A melatonina atualmente é indicada para tratar distúrbios do sono, como insônias. No caso dos idosos, por exemplo, a insônia é tratada com melatonina, pois esse hormônio apresenta uma queda acentuada na síntese com a idade. Estima-se que a produção de melatonina seja 75% menor em idosos que em pessoas jovens.

Além dos distúrbios do sono, a melatonina pode ser recomendada para doenças neurológicas que cursam com o distúrbio do sono e para pessoas que fazem viagens internacionais constantemente. Nesse último caso, a melatonina adequa o corpo ao novo fuso horário.

Existem ainda outros benefícios relatados, entretanto, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia enfatiza que ainda não evidências atuais que justifiquem o uso para outros casos que não os relacionados ao sono. A melatonina pode ser benéfica para tratamentos de enxaqueca, depressão, obesidade, algumas lesões isquêmicas e doenças como Parkinson e Alzheimer, porém, os estudos sobre essas ações ainda estão sendo concluídos.

Quais os riscos da melatonina?

A melatonina pode causar danos à saúde se não usada corretamente, por isso somente deve ser administrada se recomendada pelo médico. A utilização inadequada pode gerar, por exemplo, problemas como diabetes. Isso ocorre porque o uso exagerado faz a melatonina permanecer no corpo mesmo durante o dia, desencadeando resistência insulínica. Além disso, esse hormônio pode desencadear inchaços, depressão, irritabilidade, ansiedade, hipertensão e outras importantes condições.

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