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Por: Mariana Araguaia Vírus: ser vivo ou sistema molecular não vivo?

Vírus: ser vivo ou sistema molecular não vivo?

No meio científico, há um impasse quanto à classificação dos vírus como seres vivos ou não, já que esses agentes infecciosos não apresentam organização celular e só apresentam atividade metabólica quando estão no interior de células hospedeiras, apresentando-se inertes em seu exterior. Assim, esses piratas celulares podem ser considerados como a forma de vida mais simples existente ou como sistemas moleculares autorreplicativos não vivos.

Eles são formados por uma cápsula proteica, denominada capsídeo. Esta envolve o material genético, que pode ser DNA, RNA ou, em poucos casos, ambos. Alguns, ainda, possuem um envelope lipoproteico, formado por restos de membrana plasmática da célula em que se originaram. Por serem menores até mesmo que as menores células conhecidas, só podem ser observados no microscópio eletrônico.

Os vírus possuem certa especificidade em relação ao tipo celular que parasitam, uma vez que o capsídeo se adere a células que possuem receptores compatíveis ao seu arranjo. Uma única partícula viral é capaz de originar, em pouco tempo, centenas de novos vírus.

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Ao atacar uma célula, esse parasita injeta seu material genético em seu interior. A partir daí, costuma assumir um dos dois comportamentos explicados a seguir. O primeiro, denominado ciclo lítico, consiste, primeiramente, na inativação do DNA celular. Utilizando-se das estruturas ali presentes, assume o comando do metabolismo, propiciando a produção de novos vírus que, mais tarde, romperão a parede celular, infectando novas células. Em outro caso, no ciclo lisogênico, há a incorporação do material genético viral ao DNA da célula hospedeira, propiciando a formação de novas células, já infectadas.

Apesar de infecções virais não serem tratadas com antibióticos, existem vacinas e soros capazes de prevenir ou controlar sua ação. Em alguns tipos de infecção, foca-se no tratamento dos sintomas, enquanto o organismo invadido, por meio de seu sistema imunitário, combate o parasita. Em alguns casos, os anticorpos conferem proteção permanente, como é o caso do sarampo e da caxumba.


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