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Vitiligo

O vitiligo é uma doença de pele não contagiosa que pode acometer pessoas de todas as raças, sexos e idades. Caracteriza-se pelo aparecimento de manchas lisas de cor branca na pele, que tendem a aumentar de tamanho. Também pode ocorre a despigmentação do cabelo, sobrancelhas, cílios e pelos pubianos. Não há ocorrência de coceira ou inflamação. Em metade dos casos aparece antes de a pessoa completar 20 anos de idade.

O vitiligo é uma doença de causas ainda desconhecidas, mas há algumas teorias que podem explicar a destruição dos melanócitos que levam ao aparecimento das manchas.

Na teoria imunológica, acredita-se que o vitiligo seja uma doença autoimune, na qual o organismo produz anticorpos antimelanócitos. Esses antimelanócitos combatem os melanócitos, células responsáveis por produzir melanina, pigmento que protege a pele da radiação ultravioleta e confere cor à pele e cabelos. De acordo com essa teoria, o vitiligo também pode estar associado a outras doenças autoimunes, como diabetes, anemia perniciosa, lúpus, esclerose, síndrome de Down, alopecia areata, entre outras.

Na teoria citotóxica, supõe-se que metabólitos liberados durante a síntese de melanina possam ser tóxicos para os melanócitos, o que provoca a sua destruição.

A teoria neural supõe que mediadores químicos liberados nas terminações nervosas dos neurônios seriam tóxicos para os melanócitos, destruindo-os, ou inibindo a produção de melanina. Isso explicaria por que o vitiligo tem associação com o estresse psíquico.

A teoria genética acredita que o vitiligo tenha a sua origem em uma desordem genética, e que pelo menos três genes alelos diferentes estejam envolvidos no aparecimento do vitiligo.

Portadores de vitiligo não possuem nenhum tipo de sintoma específico, sendo o aparecimento das manchas visto apenas como um transtorno estético. Estudos mostraram que mais de 50% dos portadores de vitiligo já sofreram algum preconceito ou discriminação e que cerca de 20% já foram tratados de maneira rude.

O diagnóstico do vitiligo é fácil e pode ser feito apenas com a observação das manchas. Por vezes o médico pode utilizar a lâmpada de Wood para detectar manchas iniciais. A evolução do vitiligo depende do organismo de cada pessoa e ele pode começar com uma pequena mancha, em determinada região do corpo, e evoluir para outras manchas em outras regiões do corpo. Em algumas pessoas pode ocorrer a estabilização do vitiligo, enquanto que em outras pode ocorrer um progresso nas manchas. Há pessoas em que ocorre uma repigmentação espontânea da pele.

O vitiligo é classificado de acordo com sua extensão e localização na pele, podendo ser chamado de localizado (quando atinge uma pequena região), generalizado (quando atinge regiões mais extensas do corpo) e universal (quando atinge mais de 50% da superfície da pele).

As pessoas que possuem o vitiligo universal podem optar por um tratamento que despigmenta as regiões do corpo que possuem pigmentação normal. Pessoas que possuem poucas manchas, ou manchas pequenas, podem optar por tratamentos tópicos, como pomadas à base de corticoides e loções.

Um método muito utilizado no tratamento do vitiligo é a fotoquimioterapia, ou PUVA terapia. Essa terapia consiste no uso de substâncias fotossensibilizantes seguidas de exposição a raios ultravioletas. Durante o tratamento, é muito importante levar-se em consideração o estado psicológico da pessoa, pois fatores emocionais podem agravar o aparecimento de novas manchas, além de ser possível ocorrer uma progressão nas manchas atuais.

O portador de vitiligo deve tomar muito cuidado ao se expor ao sol, pois, por não possuir a melanina, fica mais suscetível aos raios UV, podendo sofrer queimaduras graves. Por isso é muito importante o uso de protetor solar por essas pessoas.

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O vitiligo é uma doença não contagiosa que pode atingir pessoas de qualquer idade, sexo ou raça.

O vitiligo é uma doença não contagiosa que pode atingir pessoas de qualquer idade, sexo ou raça.

Por: Paula Louredo Moraes