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Dilatação do Tempo

Os conceitos formulados na Teoria da Relatividade afirmam que objetos, quando em movimento (variação da velocidade), sofrem variação no tempo, ou seja, sofrem dilatação do tempo. Dessa forma, dizemos que o tempo para uma pessoa que se encontra em uma nave espacial, cuja velocidade é alta, passa mais devagar do que o tempo marcado por uma pessoa que viaja a uma velocidade relativamente baixa.

Vamos imaginar que uma pessoa A (utilizando uma fonte luminosa, um espelho, um detector e um relógio) viaje em um trem com velocidade constante em relação a uma estação. Como mostra a figura abaixo, para marcar o tempo gasto para um feixe de luz sair do emissor B, chegar ao espelho (M), ser refletido e chegar ao ponto B novamente, há a dependência da distância que separa o emissor do espelho. Então, podemos expressar esse tempo através da equação: Δt = 2D/c, onde c é a velocidade da luz. Como o evento ocorre no mesmo referencial, a pessoa A precisa apenas do relógio C para marcar o tempo.

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Agora, vamos analisar o evento marcado por uma pessoa B que se encontra no referencial estação, por onde o trem passa. Como o equipamento emissor se move com o trem enquanto a luz está se propagando, o percurso do raio luminoso do ponto de vista do observador B é como o mostrado na figura abaixo. Para o observador na plataforma, os dois eventos ocorrem em pontos diferentes do seu referencial. Dessa forma, para medir o tempo entre os dois eventos, ele precisa de dois relógios sincronizados (C1 e C2), sendo um para cada evento.

Embora o postulado de Einstein diga que a luz se propaga com a mesma velocidade, tanto para a pessoa A quanto para a pessoa B, esta viaja não mais a uma distância D e sim 2L entre os eventos. Portanto, o tempo marcado pela pessoa B entre os dois eventos é:

Nos (GPS) é preciso considerar a dilatação do tempo.

Nos (GPS) é preciso considerar a dilatação do tempo.

Por: Domiciano Correa Marques da Silva