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Luneta astronômica

Por: Domiciano Correa Marques da Silva Luneta terrestre usada na observação de objetos próximos

Luneta terrestre usada na observação de objetos próximos

Quando estudamos Física devemos sempre tentar levar suas aplicações para o cotidiano a fim de torná-la mais simples e de fácil entendimento. Podemos dizer que os mais variados exemplos práticos do nosso cotidiano envolvem a Física. Por exemplo, no estudo de lentes, vimos uma aplicação bastante importante, que é o uso das lentes a fim de corrigir defeitos na visão.

Outro exemplo básico de aplicação dos conceitos físicos no cotidiano está ligado ao que chamamos de instrumentos ópticos, que nada mais são do que uma combinação de dispositivos ópticos como, por exemplo, prismas, espelhos e lentes. Você já deve, em diversas ocasiões, ter se deparado com pelo menos um instrumento óptico. Vejamos, você já ouviu falar da máquina fotográfica? E da lente de aumento? Se respondeu que sim, você já viu ou ouviu falar em instrumentos ópticos. Neste artigo conheceremos um pouco mais sobre a luneta astronômica.

Chamamos de luneta astronômica todo instrumento óptico que tem por finalidade realizar observações de astros (planetas) e estrelas. Podemos dizer que a luneta astronômica possui o mesmo princípio de funcionamento do microscópio composto. A diferença básica entre eles é que a lente objetiva é uma lente muito maior cuja distância focal está na ordem de metros, enquanto que a lente ocular possui distância focal na ordem de centímetros.

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Como sabemos que o objeto a ser visto em uma luneta astronômica está muito distante dela, a lente objetiva da luneta conjuga uma imagem real e invertida no seu plano focal. A imagem que a lente objetiva conjuga serve de objeto real para a lente ocular (lente próxima do olho), que desempenha o papel de lupa, acarretando, portanto, uma imagem final virtual, direita e ampliada em relação à primeira imagem formada.

Construção da imagem final i2 vista por um observador

Ao invés de um aumento linear, a luneta astronômica apresenta o aumento angular ou aumento visual cujo símbolo representativo é a letra (G). Ela apresenta o aumento angular pelo fato de a imagem real do objeto observado ser muito maior do que a imagem final que se obtém com seu uso. Sendo assim, podemos concluir que a luneta tem por finalidade aproximar a imagem de um objeto que se encontra distante.

Podemos definir o aumento visual ou angular (G) fazendo-se o quociente entre o ângulo visual (α) e o ângulo visual (β). Matematicamente podemos determinar o valor do ângulo visual (G) através da relação entre as distâncias focais da lente objetiva e da lente ocular, ou seja: