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Teoria da Relatividade Geral

Disposto a explicar com maior clareza a atração gravitacional entre os corpos, Albert Einstein abandonou a noção de força explicada por Isaac Newton e introduziu a noção de espaço curvo.

Analisando as leis da Física em referenciais inerciais, Einstein propôs a Teoria da Relatividade Restrita, sendo que no ano de 1915, mudando os referenciais de análise, ou seja, analisando as leis da Física nos referenciais acelerados, ele desenvolveu uma teoria nova para a gravitação, chamada de Teoria da Relatividade Geral.

Se observarmos a ilustração acima, veremos que há uma massa B deixada sobre uma superfície com características elásticas, ou seja, essa superfície pode ser deformada quando colocada sobre ela um massa densa.

Na figura vemos que a massa B provoca uma deformação na superfície C. Dessa forma, a massa C tende a ir em direção à B. Segundo Einstein, isso acontece não pelo fato de existir uma força de intensidade atrativa, mas pelo fato de o corpo seguir a linha do espaço curvo.

Assim, Einstein propôs que os corpos produzem à sua volta uma curvatura do espaço. Ele ainda afirmou que a curvatura do espaço está diretamente relacionada com a massa do corpo, ou seja, quanto maior a massa do corpo, maior será a curvatura. 

Einstein propôs em sua teoria que tal fato ocorreria também com a luz, isto é, a luz também seria atraída pelos corpos, porém não seria visível a não ser que passasse próxima a corpos com muita massa, como o Sol, por exemplo.

Sua teoria pôde ser confirmada graças a um eclipse solar ocorrido no ano de 1919, no qual vários astrônomos vieram ao Brasil, mais precisamente na cidade de Sobral – CE, onde puderam fotografar estrelas em plena luz do dia.

De posse das fotos, fizeram as comparações entre a posição aparente e a posição onde ela deveria estar. Com isso foi possível verificar que o raio de luz sofreu desvio ao passar próximo ao Sol.

“O problema concebido por meu cérebro foi resolvido pelo luminoso céu do Brasil”, famosa frase pronunciada por Einstein.

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Ilustração mostrando a deformação no espaço-tempo

Ilustração mostrando a deformação no espaço-tempo

Por: Domiciano Correa Marques da Silva

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