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Diversidades regionais do continente africano

O continente africano possui grandes diversidades regionais, o que permite regionalizá-lo de diferentes formas.

Por: Thamires Olimpia Silva Enquanto muitas cidades africanas não possuem estruturas básicas, a paisagem de Joanesburgo, na África do Sul, assemelha-se à de países desenvolvidos

Enquanto muitas cidades africanas não possuem estruturas básicas, a paisagem de Joanesburgo, na África do Sul, assemelha-se à de países desenvolvidos

A África com seus mais de 30 milhões de quilômetros quadrados, 55 países e uma população de mais de um bilhão de pessoas, ao contrário do que se imagina, é um continente com grandes diversidades regionais, ou seja, com características naturais, históricas, culturais e sociais que variam conforme o país ou a região estudada.

Nesse continente, em virtude da grande variação climática, é possível identificar diferentes tipos de vegetação natural, como a floresta do congo (clima equatorial), plantas xerófilas (plantas acostumadas com a aridez do clima desértico), as estepes e vegetação mediterrânea (clima mediterrâneo) e as savanas (clima tropical). O relevo é diversificado, com áreas de baixas altitudes (planícies costeiras ou fluviais e depressões) e de média altitudes (planaltos e cadeias de montanhas). A disposição e a quantidade de rios, bem como a quantidade de chuvas e a umidade, também variam conforme a área estudada. Existem regiões muito secas, com a presença de poucos cursos d'água e uma irregularidade de precipitações, e regiões com bastante umidade, com uma grande quantidade de rios.

Além disso, na África, podemos encontrar países com grandes diversidades culturais, políticas e sociais. Existem países que possuem regimes democráticos (África do Sul, Mali e Gana) e outros que apresentam regimes ditatoriais (Uganda, Sudão e Zimbábue). Em relação à religião, em alguns países, predomina a religião islâmica; em outros, religiões cristãs; e, embora as religiões tradicionais estejam perdendo muitos praticantes, ainda existem países que possuem diversas tribos que realizam rituais tradicionais.

Em relação à realidade socieconômica, a África apresenta os piores índices econômicos e sociais do planeta. Países como Etiópia, Quênia, Uganda e Somália enfrentam o difícil desafio de eliminar a fome e a miséria, que matam milhares de pessoas por ano. Em contrapartida, existem países como a África do Sul, Egito, Marrocos e Tunísia que apresentam as economias mais diversificadas do continente, com um certo desenvolvimento industrial e um comércio desenvolvido, o que resulta em uma melhor condição de vida para a população se compararmos com o restante da população do continente.

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Em face dessas grandes diversidades regionais, é possível regionalizar ou dividir o continente de diferentes maneiras. As três formas mais conhecidas de regionalização do continente africano são:

  • Regionalização a partir do critério de localização: Essa regionalização divide o continente em cinco grandes regiões: África Meridional, África central, África setentrional, África Ocidental e África Oriental;

  • Regionalização com base em critérios étnicos e culturais: Essa classificação divide o continente em duas Áfricas: África Sentetrional ou África Branca e África Subsaariana ou África Negra. Essa regionalização é bastante polêmica porque leva em consideração os fatores étnicos e culturais, o que pode favorecer a segregação racial, muito comum no território africano.

  • Regionalização Geoeconômica da África: Nessa classificação, a África é dividida a partir da situação econômica e do nível de industrialização do país em duas regiões distintas: Países com certo desenvolvimento industrial (que são aqueles que, embora possuam um forte setor primário, já iniciaram o seu desenvolvimento industrial, como o Egito e a África do Sul) e os Países com economias baseadas em produtos primários (trata-se da grande maioria dos países da África, que possuem suas economias baseadas tanto na agropecuária quanto na mineração).