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Economia verde

A economia verde consiste no conjunto de medidas para aliar desenvolvimento sustentável e crescimento econômico de bem-estar social.

Por: Rodolfo F. Alves Pena A economia verde visa à promoção do crescimento em função da preservação ambiental

A economia verde visa à promoção do crescimento em função da preservação ambiental

O conceito de economia verde foi desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) no ano de 2008 e refere-se ao desenvolvimento do bem-estar social em uma perspectiva sustentável que busca a conservação do meio ambiente e dos recursos naturais. Nesse sentido, a implantação da economia verde perpassa pela redução da poluição, pelo uso eficiente dos recursos naturais e pela promoção da inclusão social.

Segundo o Pnuma, essa proposta trata-se de “uma economia que resulta em melhoria do bem-estar da humanidade e igualdade social, ao mesmo tempo em que reduz significativamente riscos ambientais e escassez ecológica”. Ainda segundo o mesmo órgão, a economia verde é caraterizada pela “baixa emissão de carbono, é eficiente em seu uso de recursos e socialmente inclusiva”. [1]

Portanto, o objetivo da economia verde é a constituição de sociedades no combate à perda da biodiversidade, seguindo modelos calcados na ampliação da eficiência energética, na geração de empregos e no máximo aproveitamento e reaproveitamento dos bens naturais e matérias-primas. É, dessa forma, uma perspectiva que busca aliar desenvolvimento socioeconômico com sustentabilidade.

A economia verde emerge em oposição àquilo que os ambientalistas chamam de economia marrom, em que o crescimento das sociedades e dos países não leva em consideração os impactos gerados sobre o meio ambiente. Para reverter esse quadro, seria necessária a implantação de medidas facilitadoras, materializadas em regulamentos nacionais, subsídios públicos a ações ecológicas, entre outras ações na esfera política.

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Nesse sentido, o conceito de economia verde foi elaborado na tentativa de provar que desenvolvimento sustentável e desenvolvimento econômico não são perspectivas distintas e que podem tornar-se complementares. Na esteira desse raciocínio, o Pnuma defende que não só os países desenvolvidos têm condições para adotar esse modelo, mas também o mundo subdesenvolvido. Assim, em vez de ser um empecilho, a adoção da economia verde serviria, em tese, para também promover o amplo desenvolvimento desses países.

É claro que a economia verde não é defendida por total consenso. Entre os seus críticos, os argumentos giram em torno das dificuldades que a adoção da economia verde imporia ao crescimento dos países, gerando a oneração dos gastos públicos. Além disso, muitos afirmam que o conceito em questão é basicamente irrelevante, pois estaria assentado em perspectivas abstratas e confusas.

De toda forma e independentemente da opinião que se tenha sobre a economia verde, existe uma grande necessidade em todo o planeta de conciliar essa relação entre crescimento social e a preservação dos recursos. Por isso, mesmo que os ideais da economia verde não sejam plenamente adotados, é preciso encontrar medidas que atenuem os impactos provocados pelas atividades humanas sobre o meio natural.

[1] PNUMA, 2011, Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza – Síntese para Tomadores de Decisão, Unep.org.