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El Niño

Por: Eduardo de Freitas El Niño

El Niño

O El niño corresponde a um fenômeno natural provocado por modificações na configuração atmosférica do planeta. Basicamente o fenômeno significa o aquecimento das águas oceânicas do Pacífico, no Brasil esse processo é percebido, por exemplo, no verão temporal do sul e intensa seca do Nordeste.

O fenômeno El niño ocorre em períodos intercalados, pode variar entre 5 e 7 anos, nesses períodos as águas do oceano Pacífico sofrem um aquecimento acima da normalidade promovendo em escala mundial uma efetiva alteração climática. O fenômeno tem seu início nos meses de setembro/outubro, no mês de dezembro, após terem adquirido um aquecimento, as águas atingem a costa peruana.

O nome de El niño foi dado devido ao período de chegada na costa da América do Sul, sendo mês de dezembro, no qual o natal é comemorado, denominaram o fenômeno fazendo referência ao menino Jesus (menino em Espanhol).
O El niño é um agente ativo no comportamento atmosférico, dessa forma modifica o clima, em nível mundial, e os períodos chuvosos.

Apesar de todas as informações acerca do El niño, a classe científica não consegue fundamentar respostas a respeito de como surgiu tal fenômeno, muitas teorias e hipóteses foram apresentadas, porém nenhuma ganhou credibilidade.

A divulgação sobre o fenômeno ocorreu no ano de 1982, nesse período ele se manifestou de uma forma bastante efetiva, na época foi um assunto intensamente abordado pelos veículos de comunicação. No ano seguinte as temperaturas do oceano pacífico aumentaram em aproximadamente 5,1o C em relação à normalidade.

No ano de 1997 novamente o fenômeno El niño entrou em vigor, registrando um aumento nas temperaturas do Pacífico, no ano seguinte o oceano atingiu um acréscimo de aquecimento de 4o C.

Com a aparição do El niño diversos lugares do mundo tiveram o regime das chuvas drasticamente alterado, dentre as modificações destaca-se: longo período de estiagem e intenso calor nos Estados Unidos, no sudeste da África, na Indonésia, na Austrália e na América Central, em outras regiões do planeta as chuvas causaram grandes enchentes e prejuízos materiais, principalmente na produção agrícola em países situados na Europa e no Mediterrâneo, além de modificações nesse sentido no oeste da Índia e no Sul do Brasil.

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