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Envelhecimento da População Brasileira

O envelhecimento da população brasileira está associado à queda nas taxas de natalidade e mortalidade.

Por: Rodolfo F. Alves Pena O Brasil deixou de ser um país jovem para se tornar um país adulto

O Brasil deixou de ser um país jovem para se tornar um país adulto

A população brasileira, antes considerada “jovem”, ou seja, com uma população predominantemente concentrada entre as idades mais novas, passou agora a ser considerada “adulta”, o que significa que o número de pessoas nas faixas etárias menores está menor e o número de pessoas mais velhas, maior. Essa dinâmica revela o expressivo envelhecimento populacional brasileiro nas últimas décadas.

Esse processo é algo que já aconteceu na grande maioria dos países desenvolvidos e, mais recentemente, em alguns países emergentes (como Argentina e Coreia do Sul). No entanto, esse fenômeno no Brasil vem se manifestando de maneira muito acelerada, o que está relacionado com o rápido decréscimo das taxas de natalidade no país.

O crescimento demográfico brasileiro está basicamente pautado no crescimento vegetativo (taxa de natalidade menos a taxa de mortalidade) e muito pouco no crescimento migratório, haja vista que o país, ao menos por enquanto, não é um vetor migratório para o qual uma grande massa de pessoas se muda em um curto intervalo de tempo.

Dessa forma, o que regula a evolução demográfica do país são as oscilações das taxas de natalidade e mortalidade, que demarcaram a transição demográfica no país ao longo do século XX.

No início, tanto as taxas de mortalidade quanto as taxas de natalidade eram elevadas: nasciam muitos filhos, mas morria uma grande quantidade de pessoas. Com o tempo, as condições sociais de vida foram melhorando, além das evoluções no campo da saúde, o que propiciou a elevação rápida dos índices de crescimento, uma vez que nascia muita gente e morriam cada vez menos pessoas.

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Com o tempo, a queda nas taxas de mortalidade foi acompanhada pela diminuição das taxas de fecundidade (número de filhos por mulher). Entre 1960 e 2010, o número médio de filhos para cada mulher caiu de 6,3 para 1,1. Por outro lado, a expectativa de vida aumentou de 52,6 anos para 73,8 anos nesse mesmo período; e a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é que esse índice aumente para 76,1 até o ano de 2020.

O envelhecimento gradativo da população brasileira demanda novos desafios para o país, haja vista que a PEA (População Economicamente Ativa) concentra-se nas idades intermediárias, em que o cidadão apresenta as condições necessárias para o trabalho e a consequente geração de riquezas. Por essa razão, políticas públicas de prevenção aos eventuais gastos previdenciários e orçamentários devem ser tomadas desde já para que não haja problemas relativos ao aumento médio do número de pessoas idosas no país.

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