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Formação das holdings na economia

As holdings são grandes empresas que têm por objetivo principal administrar e controlar um grupo de outras companhias.

Por: Rodolfo F. Alves Pena As holdings possuem um grande poder administrativo na economia internacional

As holdings possuem um grande poder administrativo na economia internacional

Entende-se por holding um grupo que controla e administra uma série de empresas pertencentes ou não a um mesmo ramo da economia. Elas podem surgir a partir da fusão entre diferentes empresas – mesmo que concorrentes entre si – ou pela interligação de várias a partir de um único grupo de sócios majoritários.

No contexto da história econômica e da evolução do sistema capitalista, a difusão e popularização das holdings aconteceu a partir da consolidação do capitalismo financeiro, cuja principal característica foi a fragmentação das empresas em ações negociáveis em mercado. Além disso, a evolução das holdings também foi acompanhada do processo de expansão das empresas transnacionais, multinacionais ou globais, que passaram a controlar uma grande parte do mercado mundial.

Do ponto de vista prático, o conceito de holdings refere-se a sociedades produtivas ou não operacionais que têm como função administrar ou atuar como acionistas de empresas e companhias em geral. Do ponto de vista da classificação, elas dividem-se em holdings puras e holdings mistas.

Uma holding pura é aquela que não produz nada diretamente, mas atua por intermédio da participação ou, geralmente, do controle de outras empresas, que passam a ser suas subsidiárias. Já uma holding mista é aquela que, além de administrar, também atua na produção de mercadorias ou com a oferta de serviços.

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Muitas vezes a atuação das holdings está relacionada com a formação dos grandes conglomerados, os principais grupos empresariais, compostos por várias empresas. Alguns exemplos são bastante conhecidos, como o Pepsico (Pepsi Corporation), que controla uma cadeia de empresas e marcas do ramo alimentício; a P&G, a Unilever e a Hypermarcas, sendo essa última um exemplo brasileiro.

Embora exista uma concorrência internacional e, algumas vezes, acirrada entre os grandes conglomerados e também entre as holdings, existem muitas críticas direcionadas à sua existência, que afirmam que a sua proliferação gera uma monopolização do mercado. Algumas holdings, por exemplo, controlam empresas diferentes que, em tese, são concorrentes entre si, mas operam sob uma mesma tutela, a exemplo da Sadia e da Perdigão, que se fundiram e formaram a BRF (antiga Brasil Foods). De todo modo, a atuação das holdings continua crescente e sua importância na economia e no papel desta na produção do espaço geográfico permanece cada vez maior.