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Regionalização eurocêntrica do mundo

A regionalização eurocêntrica concebe o mundo a partir do modo de compreensão da Europa e dos territórios conhecidos por ela desde tempos remotos.

Por: Rodolfo F. Alves Pena O eurocentrismo divide o mundo em “velho”, “novo” e “novíssimo”

O eurocentrismo divide o mundo em “velho”, “novo” e “novíssimo”

O ato de regionalizar refere-se ao processo de agrupar ou melhor analisar o espaço geográfico conforme características específicas. A região, nesse sentido, constitui-se como uma unidade geográfica de análise, pois nos permite enxergar a realidade espacial do mundo a partir de uma determinada forma. Nesse sentido, em uma perspectiva geral, regionalizar significa individualizar uma parte do espaço a partir de um critério determinado. Tal região não existe de fato, mas apenas em termos de representação intelectual.

Dessa forma, quando há uma regionalização, há também uma visão de mundo, pois cada pessoa pode organizar e individualizar o espaço à sua maneira. Quando falamos em uma regionalização eurocêntrica, falamos da forma como boa parte dos intelectuais europeus, sobretudo de tempos pretéritos, enxergou o globo. Tal divisão tornou-se famosa por ter sido amplamente difundida por meios de comunicação e também pelo senso comum, tornando-se parte da vida de muitas pessoas. Essa regionalização dividiu o planeta em velho mundo, novo mundo e novíssimo mundo.

A seguir podemos conferir no mapa a regionalização mundial conforme a visão eurocêntrica.

Mapa do mundo conforme a visão eurocêntrica da humanidade
Mapa do mundo conforme a visão eurocêntrica da humanidade

Velho mundo: o “velho mundo”, muitas vezes utilizado como sinônimo de continente europeu, refere-se ao mundo conhecido desde a Antiguidade pelos povos europeus, os mesmos que mais tarde chegaram às terras ameríndias e impuseram aqui o seu modo de vida e sua visão de mundo. Essa região envolveria, no entanto, além da Europa, a África (ou partes dela) e a Ásia.

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Novo mundo: a expressão “novo mundo” é largamente utilizada para designar o continente americano. Esse termo foi empregado para designar as “novas terras” descobertas ao final do século XV em diante com a chegada de Colombo à América (embora tenha se descoberto, tempos depois, que aquelas terras constituíam, na verdade, outro continente).

Novíssimo mundo: Essa expressão existe porque o seu território correspondente – basicamente o continente da Oceania – foi colonizado somente a partir do século XVIII.

Essa regionalização, além de expressar a visão de mundo europeia, também serviu para expandir a sua colonização no mundo das ideias, dando a entender que só existia civilização, antes do período colonial, na Europa. No entanto, sabemos que civilizações milenares habitavam as demais partes do planeta. Outra questão importante é a consideração de que essa divisão é histórica, pois, geologicamente, locais como o território brasileiro, por exemplo, são muito mais antigos do que outras formações naturais do “velho” mundo.