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Vegetação da região Norte

A região Norte do Brasil possui uma rica diversidade de vegetação e concentra a maior biodiversidade do mundo.

Por: Hugo Mota Vista aérea da Floresta Amazônica, em Manaus

Vista aérea da Floresta Amazônica, em Manaus

A região Norte abriga a maior parte da Floresta Amazônica e isso a torna a região mais rica do Brasil e do mundo em biodiversidade. Encontram-se também feições de Campos na região nordeste do Amapá, além de Cerrado no Tocantins, sul do Pará, Rondônia e Amazonas. Observam-se ainda vegetações litorâneas no Amapá e norte do Pará.

Floresta Amazônica

A Floresta Amazônica destaca-se em toda a região pela exuberância, biodiversidade e extensão territorial. No Brasil, os estados abrangidos por ela são: Amapá, Roraima, Acre, Rondônia, Amazonas, Pará, Maranhão, Tocantins e Goiás. Além do Brasil, a Floresta Amazônica estende-se para Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa.

Sua vegetação possui particularidades associadas ao clima quente e úmido da região. Entre as principais características, podemos apontar:

  • Plantas latifoliadas (folhas largas e grandes);

  • Plantas hidrófilas (adaptadas a ambientes úmidos);

  • Elevado porte e proximidade entre as árvores, formando um dossel (encontro das copas das árvores) bastante fechado.

As feições da Floresta Amazônica podem ser divididas em:

  • Mata de igapó (localiza-se próximo de rios e em terrenos alagadiços);

  • Mata de várzea (árvores localizadas em áreas de inundação perene) – estas possuem maior porte do que as de igapó;

  • Mata de terra firme: ocorre em ambientes que não são atingidos por alagamentos em nenhum período do ano.

Desmatamento da Floresta Amazônica

Estima-se que a Floresta Amazônica perdeu entre 17% e 25% de sua cobertura original. O estado do Pará foi o maior contribuinte desse indicador. As práticas de desmatamento da Floresta Amazônica remontam aos anos 1950, com a intensificação do processo de ocupação e transformação no uso do solo, constituição de grandes propriedades e, principalmente, os interesses econômicos com a criação de gado, plantio direto e, sobretudo, o desmatamento constante de madeireiros, agricultores e mineradores.

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No intuito de combater as práticas de desmatamento, desde 1988, o país monitora o nível de desmatamento da Floresta Amazônica para quantificar as áreas desmatadas e as suscetíveis ao desmatamento. O objetivo é construir práticas de fiscalização mais eficientes e ágeis. Dois são os principais programas de monitoramento do desmatamento via satélite da Floresta Amazônica: Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) e Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), este utilizado desde 2004. Esses programas monitoram áreas críticas, e seus dados normalmente se referem a períodos anuais, o que torna as ações de fiscalização defasadas.

Procurando preencher essa lacuna, criou-se o Sistema Integrado de Alerta de Desmatamento para a Amazônia Legal (SIAD), objeto da parceria entre o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) e a Universidade Federal de Goiás (UFG). O objetivo é promover o monitoramento efetivo e sistemático da Floresta Amazônica em curtos períodos de tempo por meio de imagens de satélite.