Dia D

O Dia D – também conhecido como Operação Overlord – foi uma operação militar realizada pelos Aliados na Segunda Guerra que organizou a invasão da Normandia em 1944.

Por Daniel Neves Silva
Imagem de cidade francesa na Normandia completamente destruída pelos combates entre aliados e alemães em 1944
Imagem de cidade francesa na Normandia completamente destruída pelos combates entre aliados e alemães em 1944
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O Dia D foi uma operação militar que aconteceu no dia 6 de junho de 1944 durante a Segunda Guerra Mundial. Essa operação foi organizada pelos Estados Unidos e Inglaterra com o objetivo de criar um fronte na Normandia para enfraquecer as forças alemãs e iniciar a reconquista da França. Conhecida como Operação Overlord, o Dia D foi uma das maiores operações realizadas durante a Segunda Guerra Mundial.

Antecedentes

Em 1944, a situação da Alemanha na guerra era, no mínimo, complicada em virtude da quantidade de derrotas acumuladas até então. A fase vitoriosa dos exércitos alemães na guerra havia sido interrompida em 1942 – durante a Batalha de Stalingrado – e, a partir daí, as forças alemãs entraram em decadência.

O enfraquecimento da máquina de guerra alemã após a Batalha de Stalingrado fez com que os Aliados conquistassem alguns territórios estratégicos, como o Norte da África. Essa conquista do Norte da África possibilitou aos Aliados desembarcar tropas na costa italiana. A chegada dos Aliados na Itália forçou os alemães a retirar tropas da União Soviética, o que impactou diretamente a Batalha de Kursk, causando mais derrotas para os alemães.

Os Aliados, percebendo o enfraquecimento da Alemanha na guerra, passaram a organizar uma ofensiva que tinha como objetivo criar outro fronte de guerra. Esse outro fronte visava a aumentar o desgaste dos alemães na guerra e, além disso, a nova ofensiva – que seria realizada na França – pretendia reconquistar aquela região dos nazistas para, a partir daí, iniciar a marcha em direção a Berlim.

A ofensiva dos Aliados na Normandia foi vista com muitas ressalvas, principalmente pelas autoridades britânicas, que temiam o grande número de baixas que poderiam acontecer com os desembarques de tropas na Normandia. Esse temor existia em virtude do que havia acontecido com o desembarque de tropas na Itália, quando milhares de soldados foram mortos pelas defesas alemãs.

Pelo lado alemão, Adolf Hitler já esperava que um ataque Aliado acontecesse na região da França – apesar de não saber exatamente onde. Para Hitler, era vital que esse ataque fosse repelido porque, com isso, ele conseguiria fortalecer o fronte oriental, até então castigado pelas forças soviéticas. A esperança de Hitler em repelir o ataque não era compartilhada pelos seus generais, que viam o despreparo de suas defesas.

É importante pontuar que, entre os historiadores especialistas na Segunda Guerra Mundial, o Dia D foi um momento vital da Segunda Guerra Mundial, no entanto, não foi determinante para o desfecho do conflito. Em 1944, o desgaste alemão estava em um estágio avançado, e o Dia D apenas antecipou o desfecho do conflito. O esforço que iniciou a derrota dos alemães foi o realizado pelos soviéticos durante as batalhas travadas em seu território.

O Dia D

O Dia D, também conhecido como Operação Overlord, foi responsável por mobilizar 150 mil homens, que foram transportados por 5.300 embarcações. Também foram desembarcados cerca de 1.500 tanques, conforme levantamento de Max Hastings |1|. Além disso, durante o Dia D, milhares de paraquedistas saltaram em diferentes posições da Normandia.

O salto dos paraquedistas foi considerado caótico pelos especialistas, principalmente em razão das defesas antiaéreas dos alemães, mas, mesmo assim, foi vista como importante, pois conseguiu confundir os defensores alemães, conquistar importantes pontes na região e impedir que os alemães as destruíssem.

Adolf Hitler tinha a defesa daquela região como fundamental e acreditava no poder da Muralha do Atlântico, uma linha de defesa que havia sido construída ao longo da costa do Atlântico. A crença de Hitler na eficiência da Muralha do Atlântico não era compartilhada por muitos dos generais alemães, que a consideravam mal preparada para um ataque dos Aliados. Um dos que duvidavam da capacidade das defesas alemães era o marechal de campo Erwin Rommel.

O desembarque das tropas Aliadas aconteceu em cinco praias estratégicas, que receberam os seguintes nomes: Omaha, Utah, Juno, Gold e Sword. A intensidade dos combates variou de uma praia para outra, mas, de qualquer forma, a resistência encontrada pelos Aliados foi tremenda. Os relatos contam de batalhas duríssimas e caracterizadas por grande violência.

O fracasso das defesas alemães durante o Dia D deveu-se, principalmente, à falta de um comando unificado para as diferentes tropas (infantaria, marinha e aeronáutica) e à falta de apoio aéreo para atacar as tropas Aliadas que haviam desembarcado. O resultado disso foi que, ao final do dia, as tropas Aliadas haviam conquistado todas as cinco praias em que haviam desembarcado e com uma quantidade de mortos considerada baixa: 3 mil mortos.

Os que mais sofreram com o desembarque de tropas na Normandia, naturalmente, foram os civis, que já sofriam com a violência alemã e foram obrigados a lidar com os saques cometidos pelas tropas de Aliados. O desembarque na Normandia iniciado a partir do Dia D possibilitou a reconquista da França e, a partir daí, as forças lideradas por americanos e britânicos puderam iniciar a marcha para atacar o território alemão a partir de 1945.

|1| HASTINGS, Max. Inferno: o mundo em guerra 1939-1945. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2012, p. 553.





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