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Estado Islâmico

O Estado Islâmico (EI) procura instituir um califado ao norte do Iraque fundamentado em uma interpretação radical da Sharia, a Lei islâmica.

Desde o início do século XX com o desmoronamento do Império Turco-Otomano, a situação do Oriente Médio e dos povos muçulmanos – em particular – transformou-se radicalmente sucessivas vezes. Houve o crescimento de muitas correntes do Islamismo consideradas extremistas, como o wahabismo praticado na Arábia Saudita. Além disso, a formação, no período da Guerra Fria, de núcleos de ação treinados pelos EUA contra a presença da URSS em países como o Afeganistão levou, posteriormente, à formação de redes internacionais como a Al-Qaeda. Sabe-se que essa rede, que era liderada pelo saudita Osama Bin Laden, foi responsável pelos atentados de 11 de setembro de 2001. O Estado Islâmico, que atua nas regiões do Iraque e da Síria, derivou-se da rede de Bin Laden.

Após os desdobramentos da Guerra do Iraque, que resultaram na retirada de Saddam Hussein do poder, as práticas terroristas tornaram-se exponenciais nesse país e também em outros, como a Síria, que ainda hoje é governada por Bashar al-Assad. A Al-Qaeda foi e continua sendo uma das organizações que buscam controlar regiões nos dois países. O Estado Islâmico, inicialmente, era um braço da Al-Qaeda e atuava na fronteira entre Iraque e Síria. Posteriormente, o grupo rompeu com sua matriz e passou a desenvolver projetos próprios na região.

A forma de terrorismo praticada pelo Estado Islâmico, ou EI, como também é conhecido, é uma das mais brutais. O terrorismo, em termos gerais, caracteriza-se pelo emprego de violência contra populações civis indefesas como forma de imposição de referenciais políticos e/ou religiosos. No caso do terrorismo islâmico, há uma interpretação radicalizada das doutrinas muçulmanas; interpretação essa que prega, entre outras coisas, o ódio contra os valores ocidentais, contra outras religiões e a implementação da lei islâmica, a Sharia, em sua forma mais drástica.

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O Estado Islâmico, em todas as cidades e vilarejos que passou a dominar, institui a Sharia. A obrigatoriedade do uso da burca por mulheres, a lapidação (apedrejamento) de mulheres em caso de suspeita de traição, a extirpação do clitóris (castração feminina), a escravização de outros povos conquistados, a decapitação e a crucificação de inimigos e várias outras barbaridades são praticadas pelo EI.

Todas essas práticas são justificadas pelo discurso da Jihad, ou guerra santa islâmica, que tem por missão expandir a fé islâmica para o mundo e combater os “infiéis”. Em junho de 2014, o líder do Estado Islâmico, conhecido como Abu Bakr al-Baghadi, autoproclamou-se califa (título atribuído tradicionalmente a um governante muçulmano). As principais cidades dominadas pelo EI são Mossul (onde foi montada a sua sede), Tal Afar, Kirjuk e Tikrit.

Um dos fenômenos mais impressionantes que o Estado Islâmico desencadeou foi a adesão de milhares de jovens de todo o mundo à causa jihadista. Associado a isso, outro fenômeno também se destaca: a tentativa de imposição do terror por meio da mídia internacional com a gravação de decapitação de reféns, como jornalistas e soldados estrangeiros.

A bandeira negra do Estado Islâmico já se tornou um símbolo de terror e barbárie

A bandeira negra do Estado Islâmico já se tornou um símbolo de terror e barbárie

Por: Cláudio Fernandes