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O atentado contra Golda Meir

Por: Rainer Sousa Golda Meir quase foi vítima de um atentado organizado pelos terroristas do Setembro Negro.

Golda Meir quase foi vítima de um atentado organizado pelos terroristas do Setembro Negro.

Após a Segunda Guerra Mundial, a criação do estado de Israel deu início a uma complicada relação entre árabes e israelenses na região. Por um lado, os judeus alegavam razões históricas e religiosas para imprimir a sua hegemonia na Palestina. Por outro, os palestinos enxergavam a ocupação, marcada também por guerras, como uma afronta às famílias que já viviam ali por séculos.

Mediante o impasse, observamos a ação de diversos grupos terroristas palestinos que tentavam responder as ofensivas militares do Estado de Israel. No ano de 1972, durante a Olimpíada de Munique, um grupo da organização terrorista Setembro Negro invadiu o alojamento da delegação israelense e promoveu o assassinato de onze atletas. Logo em seguida, Golda Meir, primeira-ministra de Israel, foi a público para enfaticamente dizer que os culpados seriam punidos.

Após a morte de alguns membros do grupo, as lideranças do Setembro Negro decidiram ir mais adiante tramando um atentado contra a própria Golda Meir. Em março de 1973, ela realizou uma extensa agenda de compromisso que incluiu um encontro com o presidente americano Richard Nixon. No dia 4 daquele mês, prevendo a passagem da premiê no aeroporto JFK, o terrorista Khalid Al-Jawary plantou um carro-bomba que seria acionado assim que ela chegasse.

Além do veículo do aeroporto, dois outros carros bomba foram deixados às portas de dois bancos de origem judaica. Entretanto, esse dois carros que despistariam a atenção do alvo principal, não funcionaram. Acabaram sendo rebocados em direção ao píer 56. Nesse meio tempo, o serviço secreto americano recebeu notícia sobre o plano terrorista em execução e os carros foram prontamente localizados através do reclame da locadora proprietária dos veículos.

A polícia local realizou o desarmamento de várias das bombas encontradas. Uma delas acabou tendo que ser detonada, provocando uma grande explosão com oito metros de diâmetro e vinte metros de altura. Um pouco antes disso, Golda Meir discursou em um jantar onde relatou que a busca pela paz não deveria acontecer a qualquer preço. No ano de 1993, Al-Jawary foi preso, julgado e condenado a uma pena de trinta anos de reclusão.