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Revolução de fevereiro de 1917

Por: Leandro Carvalho O Czar Nicolau II (à esquerda) e o líder Menchevique, Alexander Kerenski (à direita)

O Czar Nicolau II (à esquerda) e o líder Menchevique, Alexander Kerenski (à direita)

Em fevereiro de 1917, o partido menchevique tomou o poder do Czar Nicolau II, na Rússia. Era o fim do absolutismo monárquico.

A partir do século XIX, a Rússia passou por uma rápida modernização. Houve a abolição da servidão camponesa, entretanto a situação social e econômica dos operários e dos camponeses não melhorou e o poder absolutista exercido por Nicolau II, ao contrário, determinava para a sociedade o pagamento de altas taxas de impostos, para a manutenção de uma nobreza falida.

As crises sociais foram acentuadas com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). A manutenção da Rússia na guerra e o grande número de soldados (camponeses) russos mortos no conflito foram fatores essenciais para a explosão de uma revolta social, já que os impostos pagos pela população tiveram uma ascensão para garantir o poder bélico da Rússia.

Ainda no ano de 1917, todos os antagonismos de classe se voltaram para um objetivo comum: derrubar o poder absolutista do Czar Nicolau II. Sendo assim, trabalhadores das indústrias, camponeses e soldados russos se voltaram contra o czarista e obrigaram o imperador a deixar o trono. Feito isso, instalou-se um governo provisório republicano formado por liberais e progressistas que constituíam as bases do partido menchevique.

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Liderados pelo socialista moderado Alexander Kerenski, o governo provisório controlado pelo partido menchevique tinha como principal objetivo transformar a Rússia em uma República parlamentarista democrática. Os planos de Kerenski foram executados durante o governo menchevique, mas sua visão divergia dos marxistas revolucionários. Para o líder menchevique, seria necessário primeiramente o desenvolvimento das forças produtivas (indústrias russas) como uma etapa fundamental para se chegar a uma revolução burguesa, para depois se alcançar o socialismo.

Dentro dessa lógica burguesa, Kerenski governou sem atender às reivindicações da sociedade, não retirou a Rússia da guerra, nem resolveu o problema da fome e da miséria da população. A partir dessa crescente impopularidade, trabalhadores e camponeses juntamente com o partido bolchevique organizaram os sovietes (Conselhos de operários, camponeses e soldados) para derrubar os Mencheviques do poder. Em julho de 1917, começavam os primeiros confrontos entre policiais e grevistas. Em outubro de 1917, os bolcheviques derrubaram Kerenski do poder e instauraram a Revolução Socialista na Rússia.