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A concordância que se atribui a alguns termos - Um estudo particular

Por: Vânia Maria do Nascimento Duarte Assim como outros elementos gramaticais, estes também se perfazem de regras específicas

Assim como outros elementos gramaticais, estes também se perfazem de regras específicas

Antes de compreendermos as características que norteiam o assunto em questão, façamos uma breve retomada no que tange ao conceito de concordância nominal. Esta, por sua vez, ocupa-se da relação entre os nomes, sendo eles representados pelas classes gramaticais referentes aos substantivos, adjetivos, pronomes, artigos e numerais. Dessa feita, a concordância parte do pressuposto de que em termos sintáticos, as palavras determinantes, uma vez dispostas na frase, adaptam-se àqueles termos das quais dependem.

Nesse sentido, podemos dizer que o adjetivo e as palavras adjetivas concordam em gênero e número com o nome a que se referem, analisado sob um âmbito geral. Entretanto, dadas as peculiaridades dos fatos linguísticos, além dessa regra básica, há algumas exceções das quais devemos estar cientes, para, então, empregá-las de forma adequada.

Como forma de ilustração citamos o caso de alguns termos, que ora se apresentam flexionados, ora isso não ocorre. Assim, no intuito de verificarmos como todo esse processo se materializa, analisemos alguns casos, retratados por:


a) Próprio, anexo, incluso, mesmo, quite e obrigado: tais termos concordam em gênero e número com o substantivo ou pronome a que se referem. Vejamos, pois, alguns exemplos:

* As fotografias seguem anexas/ O arquivo está anexo ao documento.

* A refeição está inclusa no pacote turístico / Estão inclusas as despesas da viagem.

* O próprio aluno encarregou-se de fazer a pesquisa / Elas próprias trouxeram a encomenda.

* Estamos quites com os fornecedores / Agora você está quite com seu sócio.

* É com você mesma que quero falar / Vocês mesmos podem entregar o trabalho ao professor. 

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* - Obrigada, disse a jovem ao receber o comunicado. Aqui, no caso de o emissor ser mulher, é correto dizer “obrigada”. Em se tratando de homem, usualmente se diz “obrigado”. 


b) Meio e bastante, ora atuam como adjetivos, ora como advérbios. No caso destes, permanecem invariáveis, pelo fato de referirem-se a verbos, adjetivos ou advérbios. E em se tratando daqueles, em virtude de referirem-se a substantivos, variam.

Dessa forma, observemos: 

Márcia está meio triste. Constatamos que se trata de um advérbio, pois indica a circunstância em que o verbo se encontra.

Pedimos meia porção daquele prato. Aqui exerce a função de numeral.

O garoto está bastante apreensivo. Deparamo-nos com um advérbio, razão pela qual permanece invariável.

Foram bastantes as oportunidades. Custava você aproveitá-las? De acordo com esse contexto, o adjetivo “bastantes” concorda com o substantivo “oportunidades”.


c) Proibido, necessário, permitido – A flexão desses elementos encontra-se relacionada à presença ou não do determinante (artigo, pronome, numeral e adjetivo). Constatemos, portanto:


É proibido entrada de funcionários neste recinto.

É proibida a entrada de visitantes no parque.

Permitido entrada somente para fornecedores.

Não é permitida a entrada de animais neste estabelecimento.   

É necessário cautela neste procedimento.

Muitas vezes a cautela é necessária.