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Casos referentes a sujeito oracional - como se dá a concordância?

Por: Vânia Maria do Nascimento Duarte Tal ocorrência encontra-se relacionada a fatores específicos

Tal ocorrência encontra-se relacionada a fatores específicos

 Discutir acerca dos casos relativos à concordância verbal pode ser para muitos algo um tanto quanto complicado, mediante as muitas regras e, sobretudo, algumas possíveis exceções. Dada essa razão, não partamos para o estudo efetivo do assunto em pauta sem antes compreendermos o conceito de sujeito oracional, como ele se dá, enfim, suas reais características.

Comecemos, pois, analisando o seguinte enunciado:

Era importante o seu regresso.

Temos um período simples, formado apenas por um verbo (no caso, representado pelo verbo ser – “era”), no qual o sujeito é representado pelo “o seu regresso”. Confirmação essa que se dá por meio daquela pregunta básica que fazemos ao verbo: o que era importante? O seu regresso. E como predicado, temos “era importante”. 

Transformando-a em um período composto, obteríamos:

Era importante que você regressasse.

Temos agora um período, o qual se constitui de duas orações (haja vista a presença de dois verbos), sendo elas demarcadas por:

Era importante – 1ª oração
Que você regressasse – 2ª oração

Ainda que transformada, o sujeito permanece o mesmo, ou seja, “que você regressasse”. Desta feita, constatamos que se trata de uma oração subordinada substantiva subjetiva, introduzida pela conjunção integrante “que”.   
   
Com base nesse pressuposto, dizemos que a parte em destaque (demarcada no segundo exemplo) se classifica como sujeito oracional.

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Esse foi apenas um caso, pois há também outro, exemplificado a seguir:

Lutar pelos ideais é necessário.

Temos que o termo em destaque representa uma oração subordinada substantiva subjetiva, só que reduzida de infinitivo.

Pois bem, chegamos, portanto, ao ápice de nossa discussão, isto é, em casos relativos a tal ocorrência, como se dá a concordância do verbo?  
Para descobrirmos, analisemos o exemplo que segue: 

Caminhar dois quilômetros por dia faz bem ao organismo.

Numa primeira análise, a conclusão a que chegamos é que o verbo deveria concordar com o termo expresso no plural “dois quilômetros”, não é verdade?

Mas não é isso o que acontece, haja vista que neste caso o verbo permanece na 3ª pessoa do singular. Tal qual ocorre no exemplo relativo à subordinada substantiva reduzida de infinitivo, lembra-se?

Constatamos que se trata de somente uma ação – “caminhar dois quilômetros”, mas no caso de se tratar de mais de uma, o verbo permanece também invariável.

Mas atenção! Caso as ações representem ideias opostas, nessas o verbo irá para o plural, assim como no exemplo descrito a seguir:

Rir e chorar representam estados da alma humana.

Aproveite para conferir a nossa videoaula relacionada ao assunto: