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Compreendendo o processo de formação das palavras

Por: Vânia Maria do Nascimento Duarte Vários elementos participam do processo de formação dos vocábulos presentes em nosso léxico

Vários elementos participam do processo de formação dos vocábulos presentes em nosso léxico

Iniciando, pois, nossa discussão acerca deste assunto, sugere-se uma atenta análise do exemplo subsequente:


ESCOLA

ESCOLARIZAR

ESCOLARIZAÇÃO 

ESCOLARIZADO

SUBESCOLARIZAÇÃO

DESESCOLARIZAÇÃO


Mediante tal procedimento, pudemos perceber que a partir de um único elemento houve a possibilidade de se constituir vários outros vocábulos, cuja materialização se deu por intermédio de alguns elementos que, integrados a ele, proporcionaram um novo sentido à palavra formada. Assim sendo, cada um deles possui unidades mínimas de significação – ora conceituadas de morfemas.

Com base nessa premissa, chegamos ao ponto central do artigo em referência – analisar acerca das características que norteiam cada um desses morfemas, tendo em vista as formas pelas quais eles se classificam. Para tanto, vejamos:

Radicais

Voltando mais uma vez ao exemplo mencionado, em todas as palavras que se formaram houve um elemento que permaneceu inalterado, tornando-se comum entre todas elas. A ele damos o nome de radical, cuja função é atribuir-lhes um significado principal.


Afixos

Os morfemas “sub” e “des”, uma vez unidos ao radical, atribuíram novos significados às palavras por eles constituídas, sendo que este se refere à ideia de negação, falta, carência, e aquele a uma posição inferior, quando comparada às demais. Em virtude de tais aspectos, damos a eles o nome de prefixos, visto que foram colocados antes do radical.

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Em consonância com essa constatação, outro morfema revelou sua presença, ora conferindo noções de adjetivação, características, (-ado), ação (-ar), ora atividade em andamento (-arização). Como estes foram colocados depois do radical, recebem a denominação de sufixo.


Desinências

Tendo como exemplos os vocábulos “escola” e “escolarizar”, e se quiséssemos flexioná-los, tal intento resultaria em escolas e escolarizo (a). Desse modo, temos a desinência de número, representada pelo “s” (como também poderia ser de gênero), bem como a terminação demarcada pelo o, indicando que houve flexão da forma verbal – tendo em vista o número, pessoa, tempo e modo.


Vogais temáticas

Dá-se o nome de vogal temática ao elemento que cumpre a função de ligar o radical às desinências verbais, como podemos constatar em: escolarizo/escolarizas, escolarizamos/escolarizam. Mediante esse processo, constitui-se o que chamamos de tema.



Vogais ou consoantes de ligação

São representados pelos morfemas que por motivos eufônicos surgem em meio às palavras possibilitando-lhes uma leitura, um melhor entendimento. São exemplos desta ocorrência, ora manifestados de forma evidente (grifados):


paulada
gasômetro
chaleira
cafezal