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Conjunção integrante e pronome relativo: Diferenças que os demarcam

Por: Vânia Maria do Nascimento Duarte Entre o pronome relativo e a conjunção integrante há diferenças que os demarcam

Entre o pronome relativo e a conjunção integrante há diferenças que os demarcam

Torna-se fato indiscutível que, para compreendermos de uma forma bastante significativa as muitas particularidades que demarcam os fatos da língua, partirmos de exemplos práticos resulta num procedimento de grande eficácia. Assim, observemos dois deles:

Era necessário que você viesse.

Os alunos que obtiveram bom resultado na prova diagnóstica foram premiados.

Feito isso, que tal colocarmos nossos conhecimentos em xeque e tentarmos pontuar as diferenças que demarcam a palavra “que” em ambos os casos? Aí vai uma dica importantíssima: ou ela pode ser pronome relativo ou pode também se definir como conjunção integrante. Arrisca um palpite?

Pois bem, para que possamos nos certificar da resposta correta, analisemos um a um, a começar pelo primeiro deles:

Era necessário que você viesse. A sua vinda era necessária.

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Constatamos que a palavra demarcada atua como sujeito do verbo da oração principal.

Dessa forma, eis que dispomos de razões suficientes para classificar o “que” como conjunção integrante, uma vez que ele inicia uma oração subordinada substantiva subjetiva.

Partindo para o segundo exemplo, temos que a palavra em questão pode ser substituída pelo pronome “os quais”, ou seja:

Os alunos os quais obtiveram bom resultado na prova diagnóstica foram premiados.

Por se tratar desse significativo aspecto, afirmamos ser este um pronome relativo, haja vista que o “que”  inicia uma oração subordinada adjetiva restritiva.

Eis a grande diferença, ou seja, o “que” atua como conjunção integrante quando inicia orações subordinadas substantivas; ora iniciando orações subordinadas adjetivas, classifica-se como pronome relativo.