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Escolhas lexicais

Por: Vânia Maria do Nascimento Duarte Boas escolhas lexicais tendem a conferir qualidade ao discurso

Boas escolhas lexicais tendem a conferir qualidade ao discurso

Desde o momento em que nos propomos a estabelecer uma dada comunicação, temos um objetivo a cumprir: atingir nosso interlocutor mediante a efetivação da mensagem. Mas será que tal intento se encontra condicionado a fatores que o determinam?

Antes de darmos vazão ao assunto que ora se firma, devemos nos conscientizar de que essa interlocução somente irá se realizar se houver clareza mediante a enunciação, de modo a cumprir todas as finalidades às quais se propõe o emissor. Para tanto, as escolhas lexicais   desempenham fator primordial neste processo. Ora, um texto, concebido em seu sentido literal, constitui-se basicamente de palavras. Assim, escolhê-las e empregá-las de acordo com os propósitos comunicativos é sinal de competência linguística.

O termo “lexical” origina-se de “léxico”, que, por sua vez, remete à ideia de vocabulário. Dessa forma, quanto mais apurado se apresentar, melhor será o desempenho mediante as situações comunicativas cotidianas, sejam estas relacionadas à fala ou à escrita. Mas de nada serve um vasto léxico se não formos hábeis para organizar nosso pensamento (no qual as ideias devem se mostrar dispostas num encadeamento lógico-semântico, de modo que as estruturas linguísticas constituam um todo coerente).

Dessa forma, não há como falarmos noutra coisa, senão em habilidades. Assim, nossas escolhas lexicais se encontram intimamente relacionadas a elas, a depender de nosso conhecimento acerca de alguns aspectos presentes no universo gramatical. Entre algumas noções, destacamos:

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- Conhecimentos semânticos, de modo a empregarmos uma dada palavra de acordo com o sentido que ele representa (noções de sinonímia, paronímia, antonímia, homonímia, entre outras);

- Familiaridade com os aspectos denotativo e conotativo impressos nas palavras das quais fazemos uso. Tal habilidade tem tudo a ver com a finalidade comunicativa a que se dispõe o enunciador, haja vista que ora poderá informar, ora entreter, ora persuadir, etc.

Ainda falando de habilidades, um questionamento parece se revelar como preponderante: de que modo podemos aprimorar nosso vocabulário, fazendo com que nossas escolhas lexicais incidam de forma positiva na construção do discurso?

Indubitavelmente, um dos meios a seguir é o hábito da leitura e a prática da escrita. Quando se fala em leitura não significa somente optar pelos clássicos renomados, mas sim ser eclético, optando por ler diferentes gêneros, no sentido de captar as características que nutrem cada um deles. Outro recurso é manter convivência com pessoas que também disponham de um vocabulário vasto, pois a troca de experiências também representa atitudes que só agregam valores a esse conjunto de habilidades.