Expressões idiomáticas

Por Vânia Maria do Nascimento Duarte
As expressões idiomáticas não são compreendidas de forma isolada, mas sim por meio de um contexto específico
As expressões idiomáticas não são compreendidas de forma isolada, mas sim por meio de um contexto específico
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Entrar pelo cano”, “pisar na bola”, “pisar na jaca”, “soltar a franga”, enfim, outras tantas expressões compõem casos ilustrativos das expressões idiomáticas. Assim, acerca delas, equivale afirmar que, tomadas em sentido único, ou seja, palavra por palavra, não se constituem de significado concreto, diferentemente do que ocorre com a maioria dos vocábulos que constituem nosso léxico, que é constituída de significado próprio.

Torna-se mister revelar que para serem entendidas se faz necessário levar em conta o contexto em que são produzidas, haja vista que estão associadas a uma situação de produção relacionada a contextos culturais ou à profissão, classe social, região, idade ou qualquer outro tipo de afinidade que se estabelece entre um grupo de pessoas. Por isso, não se torna descabido ressaltar que estão associadas a gírias, jargões, entre outros aspectos que compõem uma determinada vivência linguística situada no tempo. Em decorrência desse aspecto, muitas delas se perdem no tempo, caindo em desuso, embora outras permaneçam e passem de geração a geração, tornando-se muitas vezes até cristalizadas.

Assim, de modo a conhecê-las melhor, vejamos alguns dos exemplos, seguidos dos seus respectivos significados, que como antes expresso, somente são entendidos de forma global, ou seja, levando em consideração um todo expresso:

Agarrar com unhas e dentes – dedicar-se extremamente a algo ou a alguém;

Bater as botas – falecer;

Bola murcha - sem ânimo;

Botar a boca no trombone - confessar, revelar um segredo, tornar algo público;

Cara de pau – descarado, sem vergonha;

Dar a volta por cima – recuperar-se;

Encher linguiça – enrolar, preencher espaço com embromação;

Enfiar o pé na jaca – embriagar-se, cometer excessos;

Estar dando sopa - estar bobeando, estar vulnerável ou ainda estar disponível;

Ir para o espaço - não funcionar, falhar, dar errado;

Lavar as mãos – desprender-se de algo, isentar-se de alguma culpa;

Lavar roupa suja - acertar as diferenças com alguém;

Levar um fora - ser descartado, desprezado, bloqueado ou impedido por alguém (sentimental);

Pagar o pato - ser responsabilizado por algo que não cometeu;

Plantar bananeira - colocar-se de cabeça para baixo;

Pode tirar o cavalo (ou cavalinho) da chuva!  - pedido para que desista de algo ou de alguém;

Pôr minhoca na cabeça – preocupar-se com assuntos irrelevantes;

Pendurar as chuteiras – aposentar-se;

Trocar as bolas – atrapalhar-se;

Virar a casaca – mudar de opinião, trair a confiança.

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