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Hibridismos

Por: Vânia Maria do Nascimento Duarte Os hibridismos são resultantes da junção de elementos pertencentes a línguas distintas

Os hibridismos são resultantes da junção de elementos pertencentes a línguas distintas

Muitas das palavras das quais dispomos no nosso acervo lexical são oriundas da junção de alguns elementos mórficos, como é o caso de “entristecer” (prefixo + radical + sufixo), cuja ocorrência se demarca pela derivação parassintética. Outras, porém, são resultantes de palavras pertencentes a idiomas diferentes – como é o caso dos chamados hibridismos.        

Eles, porém, segundo a concepção de muitos gramáticos (sobretudo os tradicionais), são tidos como ocorrências condenáveis, talvez pela não uniformidade da origem dos seus elementos (sobretudo provenientes do grego e do latim). No entanto, vale dizer que mesmo em se tratando de tais pressupostos, os falantes já consideram os elementos aportuguesados – dada a recorrência dessas palavras em nosso idioma, visto que já se incorporaram ao nosso léxico. Dessa forma, vale a pena constatar alguns exemplos:

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Alcaloide – Álcali (árabe) + óide (grego)

Alcoômetro – Álcool (árabe) + metro (grego)

Autoclave – Auto (grego) + clave (latim)

Bicicleta – Bi (latim) + ciclo (grego) + eta (-ette, francês)

Burocracia – Buro (francês) + cracia (grego)

Endovenoso – Endo (grego) + venoso (latim)

Hiperacidez – Hiper (grego) + acidez (português)

Monocultura – Mono (grego) + Cultura (latim)

Psicomotor – Psico (grego) + motor (latim)

Romanista – Romano (latim) + -ista (grego)

Sociologia – Socio (latim) + -logia (grego)

Zincografia – Zinco (alemão) + grafia (grego)