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Objeto Direto e Objeto Indireto pleonásticos

Por: Vânia Maria do Nascimento Duarte O objeto direto e o objeto indireto podem se classificar como pleonásticos, em algumas circunstâncias

O objeto direto e o objeto indireto podem se classificar como pleonásticos, em algumas circunstâncias

O objeto direto e o objeto indireto representam complementos verbais, cujas demarcações se restringem ao uso ou não da preposição. 

Outro aspecto se torna evidente no título do artigo, retratado pelo vocábulo “pleonásticos”, cuja noção primeira se refere a algo desnecessário, supérfluo. Tais aspectos se aplicam sim, mas somente em se tratando do desvio linguístico, muitas vezes demarcado por determinadas expressões, tais como: “subir para cima / descer para baixo / entrar para dentro”.  

No entanto, quando aplicado ao contexto acerca do qual fazemos referência, o aspecto atribuído ao adjetivo “pleonástico" diz respeito ao fator expressividade, ou seja, o uso se deve a um caráter voltado para questões estilísticas, cujo intento é conferir ênfase à mensagem. Dessa forma, tal manifestação pode se dar tanto com o objeto direto quanto com o objeto indireto. Analisemos, pois, ambos os casos:

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Minhas revistas, não as empresto de forma alguma.

O primeiro termo destacado representa o objeto direto da oração, enquanto que o segundo termo destacado se classifica como o objeto direto pleonástico, manifestado pelo uso de um pronome pessoal oblíquo, o qual demarca uma repetição do termo anterior.

Aos amigos, dou-lhes a atenção merecida.

Aqui ocorre o mesmo, uma vez que o primeiro termo, ora em evidência, classifica-se como o objeto indireto; e o segundo, como o objeto indireto pleonástico.

Aproveite para conferir a nossa videoaula relacionada ao assunto: