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Os elementos que interferem na qualidade textual

Por: Vânia Maria do Nascimento Duarte A escrita requer habilidades específicas

A escrita requer habilidades específicas

A escrita é algo dotado de procedimentos específicos que requer do emissor um manejo, uma certa habilidade, de modo a tornar a comunicação passível de entendimento entre os interlocutores.

Com base nessa premissa, torna-se necessário um conhecimento prévio do assunto que ora se propõe a discutir. Para tal, a leitura de bons livros, a busca incessante por informações ligadas aos assuntos polêmicos da sociedade, procurando desta maneira ampliar o conhecimento de mundo e o domínio das técnicas que permeiam os diferentes gêneros e tipos textuais são imprescindíveis para a efetiva concretude do objetivo proposto.

A linguagem possui um caráter estritamente social, sendo assim, cada texto possui uma finalidade específica, bem como técnicas próprias de composição. Diante disso, ressalta-se a importância de o emissor estar apto a colocá-las em prática.

Torna-se relevante destacar alguns elementos que estão intrinsecamente relacionados à construção textual, entre eles: ortografia, delimitação das ideias no que se refere à construção de parágrafos, coesão, coerência, entre outros.

Entretanto, alguns “desvios” podem comprometer a clareza de informações, comprometendo diretamente a qualidade textual. Por isso, é necessário que façamos sempre uma releitura, posicionando-nos na condição de leitores, procurando contornar as falhas por meio de intervenções. Tais como acréscimos, supressão, reformulação de ideias, para que o discurso seja absorvido de forma plausível.

Dentre estes desvios destacam-se: 

- A ambiguidadeÉ o uso indevido de certas expressões que interferem no enunciado, dando margem a duplas interpretações, fazendo com que o mesmo torne-se confuso e incompreensível. Vejamos um exemplo:

“O computador tornou- se um aliado do homem, mas este nem sempre realiza todas as tarefas”.

Nesta ocorrência, não identificamos claramente quem não realiza todas as tarefas, ou seja, se é o computador ou o homem. Tornando a mensagem mais clara, teríamos:

“O computador, apesar de ser um aliado do homem, não consegue realizar todas as tarefas humanas”. 

- RedundânciaPodemos dizer que é o emprego desnecessário de expressões que comprometem a clareza da mensagem, como por exemplo:

“Precisamos tomar o sol matinal de todas as manhãs”
“Eu a via com olhos apaixonados” 


- Falsa erudiçãoTal emprego consiste na atribuição de expressões em que o objetivo é tornar o texto mais erudito e, no entanto, divergem quanto ao significado denotativo, desviando o foco da mensagem. É preciso o emprego de uma linguagem padrão, mas que esta seja clara e objetiva.

Como forma de exemplificar, situemo-nos em uma situação cotidiana revelada por uma conversa entre amigos, onde determinada pessoa, no intuito de expressar um vocabulário mais rebuscado, opta por dizer uma palavra que nem mesmo ela sabe o significado. Tal situação é típica da referida ocorrência. 

- ChavõesSão termos que se incorporam por influências advindas do modismo, mas que comprometem a performance linguística, tornando-a deselegante e inadequada.

Atendo-nos a termos coloquiais, cita-se como exemplo:
“tipo assim”, “ninguém merece”, entre outros que circundam o vocabulário social.

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